'BAND NÃO SE CALA'

Sem justiça, mulheres recorrem a Adriana Araújo para denunciar casos de agressão

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

mulher morena em estúdio de TV

Adriana Araújo apresenta o Jornal da Band desde 2023; jornalista já passou por Globo e Record

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 26/7/2026 - 8h10

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Os comentários de Adriana Araújo no Jornal da Band em defesa das mulheres ultrapassaram a transmissão da TV e ganharam forte repercussão nas redes sociais. A visibilidade dos trechos que viralizaram na internet motivou a criação de "A Band Não se Cala", campanha da emissora para incentivar denúncias de feminicídio.

Em entrevista ao Notícias da TV, a apresentadora explica que a reação do público aos vídeos impulsionou a iniciativa institucional. "É a primeira vez na minha trajetória profissional que eu encontrei um espaço em que eu posso me posicionar. E num assunto que deveria ser uma urgência nacional", afirma ela, com exclusividade.

Para a apresentadora, o assunto sempre foi uma prioridade e, com a aval da direção da Band, se tornou uma voz, com cortes frequentemente viralizando na web:

Eu não imaginava que os comentários iriam sensibilizar tantas pessoas. Eu não falei para que o comentário viralizasse. É porque eu falo com a essência da minha pessoa, com a alma, com o coração. As mulheres têm que passar a ser ouvidas e os criminosos têm que ser condenados com o rigor da lei. A gente tem lei, o que está faltando é justiça.

"Eu recebo todos os dias centenas de mensagens de mulheres contando os casos de violência que sofreram e que nunca tiveram justiça. Eu recebo relatos chocantes dentro de corporações, dentro de empresas, dentro de hospitais, de casos já prescreveram, de que a palavra delas não teve valor. Então, é uma onda que vem surgindo muito forte de reação da sociedade", complementa.

Vendo a boa repercussão, a emissora propôs a campanha e Adriana tomou a dianteira e assumiu a missão:

A ideia de fazer a campanha é uma decisão da Band, vendo todo esse apoio do público à causa. E eu falei: 'Então, eu tenho um roteiro. Eu tenho uma ideia'. Daí, eu escrevi, roteirizei até idealizei o slogan. Na primeira reunião que a gente fez para conversar sobre a campanha, eu falei que a Band não se cala. Todo mundo falou que essa seria a marca da campanha.

Na bancada do principal telejornal da Band desde 2023, a jornalista foi incentivada a dar opiniões durante o programa. Um desafio que, apesar de novo, a ajudou a construir sua marca naturalmente.

Todos os casos emblemáticos e que chocaram o país, eu nunca deixei de falar. Então, Eu eu sempre proponho e, sim, com total incentivo e apoio da Band. Esse espaço de posicionamento de opinião forte é uma marca da Band, não é uma marca da Adriana. E aí, com quando eu comecei a fazer os primeiros comentários, foram só, enfim, surgindo outros casos e e o público demandando isso também, então, foi natural.

A vocação no ar

Em alta com o público, principalmente feminino, Adriana Araújo comemora sua atual fase na Band. Após 10 anos na Globo e 15 anos de Record, a mineira natural de Itabirito quer "ralar", mas ser recompensada pelo trabalho duro.

"Tô feliz, encontrei uma casa desafiadora, porque a gente trabalha aqui no modo hard! A gente, ó, rala! Uma casa desafiadora, mas uma casa que dá oportunidades, que respeita a pessoa que cada profissional é. Isso é muito legal", diz.

Apesar de ter tido boas oportunidades em outras emissoras, ela destaca que a Band é o lugar mais diferente que já trabalhou.

"Eu tive uma carreira em que eu tive oportunidade em todos os lugares que eu passei. Desafios também. Mas a Band tem uma coisa de respeitar a individualidade de cada um. Então, cada um tem seu estilo, não é aquilo padronizado, que parece que você tá vendo que todo mundo pensa igual, fala igual... essa característica que é muito interessante, que é respeitar a individualidade de cada um", analisa.


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