ACENO À DIREITA
Divulgação/SBT

Associado à direita, o comentarista político Caio Coppolla se junta ao time do SBT News
Alvo de boicote de bolsonaristas desde antes de sua estreia, no último dia 15, o SBT News decidiu contratar o comentarista político Caio Coppolla para seu time, em um aceno à direita para tentar atrair essa parcela do público. O profissional acumula passagens controversas pela CNN Brasil e pela Jovem Pan.
A contratação foi anunciada pela Comunicação do SBT na tarde desta sexta-feira (26). Na nota, consta a informação de que o novo reforço não ficará restrito ao canal de notícias e também participará do SBT Brasil na TV aberta.
"Ele apresentará um quadro, o Boletim Coppolla, que será exibido de segunda a sexta-feira, dentro do Jornal do SBT News, e aos sábados, no SBT Brasil", informa a equipe da emissora de Silvio Santos (1930-2024).
Coppolla, de 39 anos, é bacharel em Direito pela USP (Universidade de São Paulo) e trabalha como comentarista desde 2018. Segundo o SBT, ele é considerado "uma das grandes forças de análise política nas redes sociais, com mais de 6 milhões de seguidores".
O comentarista aceitou o convite para se juntar ao SBT News assim que terminou o seu contrato com a CNN, no último dia 21. Ele participava do quadro O Grande Debate, ao lado do ex-ministro José Eduardo Cardozo.
O SBT News sofre com uma rejeição do público da direita porque, no evento de lançamento do canal de notícias, realizado na tarde do dia 12, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes marcaram presença. Seguidores de Bolsonaro reclamaram da ausência de políticos conservadores --apesar de o governador Tarcísio de Freitas ter participado.
Zezé Di Camargo, que já se declarou um bolsonarista de carteirinha, chegou a afirmar que as filhas de Silvio Santos estavam "prostituindo" o legado do pai ao abrirem as portas da emissora para a esquerda. A fala do sertanejo causou tanta controvérsia que seu especial de fim de ano no SBT foi engavetado.
Vale lembrar que, enquanto Silvio Santos liderava a emissora, ele nunca se posicionou à esquerda ou à direita do espectro político. O comunicador se declarava um governista e se dobrava a quem estivesse no poder no momento, justificando que o SBT é uma concessão pública e que ele, como dono, respondia ao presidente, independentemente de quem fosse.
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