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COLUNA DUH SECCO

Saída de Christina Rocha escancara maior erro do SBT com o Casos de Família

Reprodução/SBT

Mulher branca, de cabelos loiros e compridos, usando blusa branca e blazer azul escuro.

Christina Rocha no Casos de Família; programa sai do ar após sofrer com equívoco do SBT

DUH SECCO, colunista

duh@noticiasdatv.com

Publicado em 25/5/2026 - 21h02

Com a saída de Christina Rocha do SBT, o Casos de Família chega ao fim... De novo! O desacerto entre a apresentadora e a emissora prova que o programa não deveria sequer ter voltado. Ao menos não da maneira como retornou, buscando o meme --e a audiência fácil-- em vez de discussões sérias, capazes de contribuir, de alguma forma, com a conscientização de quem participa e de quem assiste.

Lançado em 2004 sob o comando de Regina Volpato, o Casos de Família se tornou uma boa opção para o público das tardes graças aos debates promovidos de maneira séria e respeitosa, a partir dos dilemas dos convidados. Cinco anos depois, Silvio Santos (1930-2024) resolveu popularizar o formato. Christina Rocha assumiu a condução do programa, que se tornou uma fábrica de virais para a internet.

Apesar da mudança de tom, o Casos de Família continuou colocando temas importantes em discussão. Christina acolhia pessoas que, fora dali, não teriam a chance de expor seus problemas e buscar soluções. As análises da psicóloga Anahy D'Amico contribuíam para a reflexão. O cancelamento veio em 2023, em meio ao cansaço do formato --que então mirava o barraco e a repercussão nas redes-- e à crise de audiência que atingiu o SBT.

A volta ao ar, em julho do ano passado, foi precipitada. Mais do que descanso, o Casos de Família precisava de uma reformulação completa --retomar as origens talvez fosse a opção mais acertada. Ao seguir buscando cortes virais, sem aprofundar qualquer debate, a atração parecia mais reprise do que "novidade". A transferência da grade diária para as tardes de sábado, em fevereiro, atestou a irrelevância do programa neste retorno.

Patrimônio das tardes da TV brasileira, o Casos de Família acabou como mais uma vítima do atual momento do SBT, neste tempo em que a emissora das irmãs Abravanel busca se equilibrar entre passado, presente e futuro na tentativa de reencontrar o público perdido. Christina Rocha fez bem em sair --mesmo que de forma pouco amistosa. O título não deve ser esquecido, mas, para um retorno futuro, é necessário repensá-lo, da concepção aos objetivos.

Multishow prepara Rolê Musical

O Multishow prepara uma nova atração, comandada pelo ator, cantor e instrumentista Dani Flomin. O programa, batizado Rolê Musical, contará com artistas em um passeio de carro ao lado do apresentador.

Flomin desafiará seus convidados com perguntas sobre músicas de sucesso, paródias e improvisos. A viagem terá como destino final o encontro com uma banda, para a gravação de uma canção inédita.

Dani Flomin acumula mais de 98 mil seguidores no Instagram. Na TV, ele atuou em Elas por Elas (2023), como Jonas, personagem defendido por Mateus Solano na fase adulta. No streaming, destaque para o Pierre da série Mila no Multiverso (2023-2024), do Disney+.

Em alta

Com atraso, a coluna exalta a série jornalística Tempo Rei, conduzida por Leilane Neubarth na GloboNews. Os dois episódios da temporada, exibidos em 4 e 11 de maio, foram dedicados ao Alzheimer --com foco nos avanços na investigação da doença e no tratamento-- e às moradias compartilhadas.

Em baixa

A Band tem disponibilizado, em seu site e nas redes sociais, pequenos trechos de pérolas da sua dramaturgia, como Cara a Cara (1979) e Meu Pé de Laranja Lima (1980). Lamentavelmente, não há previsão para o resgate destas produções no Bandplay. No momento, o streaming da emissora oferece apenas tramas venezuelanas.


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