ESPECIAL
REPRODUÇÃO/SBT

A apresentadora Patricia Abravanel durante o Show do Milhão, no Programa Silvio Santos, no SBT
O Show do Milhão terá três edições especiais com a participação de famosos. A novidade foi anunciada pela apresentadora Patricia Abravanel nesta quarta-feira (6), com o início das gravações. A herdeira de Silvio Santos (1930-2024) brincou com a possibilidade de os competidores virarem meme na internet por não saberem alguma resposta considerada fácil, como acontece com vários anônimos.
Por meio dos Stories do Instagram, a comunicadora apareceu conversando com os convidados. São eles: Blogueirinha, Danilo Gentili, Falcão, Hélio De La Peña, Marcelo Adnet, Marcelo Tas, Maria Clara Gueiros, Nany People e Ratinho. Já Monica Iozzi irá substituir Gentili a partir do segundo episódio.
Luiz Bacci, Luiza Possi e Rebeca Abravanel farão parte da bancada dos universitários e terão como função ajudar os competidores ao longo do quadro. O primeiro episódio já vai ao ar neste domingo (10).
"Não tem colher de chá, aqui os artistas vieram para jogar e preparados para o caso de virar meme na internet. Amei que esse elenco topou o desafio", comentou Patricia.
A fala da apresentadora faz referência aos cortes que frequentemente viralizam nas redes sociais, expondo respostas incorretas para perguntas consideradas fáceis.
Na edição do último domingo (3), por exemplo, uma pergunta aparentemente fácil deixou até mesmo os universitários em dúvida no Show do Milhão. Os participantes deveriam responder qual era a profissão do ambientalista Chico Mendes (1944-1988) --cuja luta inspirou até a série Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), de Gloria Perez, na Globo.
A questão era considerada fácil, já que estava nos momentos iniciais do jogo e valia apenas R$ 5 mil. "Qual destas era a profissão do ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988?", disse Patricia Abravanel, revelando as alternativas: 1) cinegrafista; 2) caçador; 3) seringueiro; 4) pescador.
Em dúvida, a participante pediu ajuda aos universitários. "Eu chutaria a número um", disse um dos convidados. "Eu iria aqui com a minha colega, eu já devo ter lido alguma coisa sobre isso, acho que ele foi cinegrafista", seguiu outro. "Sinceramente nunca ouvi falar, mas chutaria cinegrafista ou seringueiro", completou uma terceira.
Como ninguém deu certeza, a competidora acabou pedindo outro auxílio. "Tenho quase certeza que é cinegrafista, mas estou com receio de ser alguma coisinha por trás. Então vou pular", solicitou.
A resposta correta era a terceira, já que Mendes começou a trabalhar como seringueiro ainda criança e, ao longo da vida, organizou comunidades extrativistas para resistir ao desmatamento e à grilagem de terras. Sua principal bandeira era conciliar a preservação da floresta com a sobrevivência dos povos tradicionais que dela dependem.
Chico liderou os "empates" –protestos pacíficos em que seringueiros formavam barreiras humanas para impedir o corte de árvores– e ajudou a criar a primeira reserva extrativista do país. Por incomodar interesses de grandes fazendeiros, passou a receber ameaças e foi assassinado em 1988, aos 44 anos, em frente de casa, em Xapuri (AC).
Sua morte chocou o Brasil e o mundo, e seu legado segue vivo na luta ambiental e na defesa dos direitos humanos.
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