CRIME BRUTAL

Sabina Simonato se revolta após feminicídio em shopping: 'É uma carnificina'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Sabina Simonato no Bom Dia São Paulo, com a mão ao rosto, usando uma blusa branca

Sabina Simonato no Bom Dia São Paulo; jornalista fez desabafo revoltado contra feminicídios

REDAÇÃO

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Publicado em 26/2/2026 - 8h50

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A jornalista Sabina Simonato se revoltou ao comentar o feminicídio ocorrido na quarta-feira (25) no Golden Square Shopping, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ao abordar o caso no Bom Dia São Paulo, ela classificou o cenário como uma "carnificina" e questionou a escalada de crimes contra mulheres no país.

Um homem identificado como Cássio Zampieri invadiu uma joalheria armado com uma faca e uma arma de airsoft, fez a ex-companheira refém e a atingiu com um golpe no pescoço. A vítima, de 22 anos, tinha medida protetiva de urgência contra ele, que preso em flagrante após o crime.

Diante da brutalidade, Sabina fez um desabafo contundente. "Quantas mulheres mais vão morrer, vão ser mutiladas, assassinadas para que isso freie?", questionou. A jornalista citou o recorde de feminicídios no país no último ano, desde que o crime passou a ser tipificado no Código Penal, em 2015.

Ela também colocou em debate a eficácia das medidas protetivas. "De que serve a medida protetiva? De que serve o boletim de ocorrência?", indagou, ao lembrar que a vítima já havia buscado ajuda formal contra o agressor. Para Sabina, os casos têm se tornado rotina, envolvendo "homens comuns, colegas, vizinhos".

A gente está diante de uma carnificina, uma chacina de feminicídios.

A comunicadora ainda destacou o impacto coletivo da violência. O crime ocorreu em um shopping em pleno funcionamento, com circulação de crianças, idosos e famílias.

"Que sociedade é essa que está matando mulheres? Uma família destroçada. Imagina a mãe dessa menina, 22 anos, um futuro todo pela frente...", lamentou ela.

Sabina ainda fez um apelo direto: "Quando a mulher decide não, ela não quer mais. Você não deixa de ser homem por isso". A jornalista também destacou que, além da solidariedade à família, é necessária uma mobilização mais ampla da sociedade diante de casos que se repetem quase diariamente.

Posteriormente, ela ainda precisou noticiar um caso de assédio no metrô de São Paulo, que gerou uma nova revolta. "A culpa do assédio sexual nunca é da mulher, é do agressor. Essa culpabilização da vítima é uma construção sexual machista que transfere a responsabilidade para nós mulheres, seja pela nossa roupa, condição ou posição", disparou.

"Desculpa o desabafo, mas hoje esses casos têm mexido... E é o que o Marcelo [Pereira] fala: a sociedade está doente. Doente", finalizou.


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