A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
REPRODUÇÃO/SBT

Wallace Neguerê comanda o Balanço da Copa ao lado de Carol Barcellos no SBT e na N Sports
Wallace Neguerê vive na Copa do Mundo de 2026 o momento mais importante de sua carreira. Apresentador da N Sports e do Balanço da Copa, no SBT, ele saiu da filial da emissora em Brasília no início deste ano para apostar no projeto do canal esportivo. Poucos meses depois, se viu trabalhando ao lado de Galvão Bueno na cobertura do Mundial, uma experiência que define como um misto de emoção e responsabilidade.
"Se você parar para pensar onde eu estava alguns anos atrás e hoje ter o Galvão Bueno me chamando no link, é forte", afirma o jornalista em entrevista exclusiva ao Notícias da TV. "O coração às vezes fala: 'Amarelei, cara'. Mas a gente sente."
Para Neguerê, a participação do narrador dá um peso especial à cobertura realizada pelo consórcio entre SBT e N Sports. Ele conta que a equipe encara cada partida da Seleção Brasileira como um capítulo histórico, principalmente pela possibilidade de o narrador encerrar sua trajetória em Copas do Mundo justamente na campanha rumo ao hexacampeonato.
"São oito partidas para chegar ao hexa, e a gente está tratando essa Copa como se cada jogo fosse o último do Galvão. Ele é muito especial. Se a gente trouxer o hexa com a voz dele, aí pode aposentar mesmo. Ele já é o maior de todos e vai ficar maior ainda. Ninguém alcança", diz.
A proximidade com um dos maiores nomes da televisão esportiva é apenas uma das mudanças vividas por Neguerê em 2026. Até poucos meses atrás, ele comandava o noticiário esportivo da retransmissora do SBT em Brasília. A ida para o canal N Sports nasceu após um dos executivos da empresa acompanhar seu trabalho na capital federal e enxergar potencial para levá-lo ao projeto nacional.
Segundo o apresentador, a negociação foi longa porque envolvia trocar a estabilidade do SBT Brasília por um ambiente completamente diferente:
Não é fácil você sair da TV aberta, por mais que seja local, e vir para o digital. Está sendo uma experiência de adaptação. É uma linguagem totalmente diferente, que não bate com a minha geração. Tenho 45 anos!
Quando surgiram os rumores de que SBT e N Sports poderiam se unir para transmitir a Copa do Mundo, Neguerê chegou a imaginar que sua saída da emissora seria interpretada de maneira equivocada.
"Eu falei: 'Vixe, a galera vai pensar que eu saí de lá para vir para cá'. E foi o que aconteceu. Mas não foi nada planejado. Ninguém sabia", revela.
Ele afirma que a sua decisão teve como objetivo ampliar horizontes profissionais e conquistar maior reconhecimento nacional. A parceria formada para o Mundial acabou acelerando esse processo e transformando seu nome em um dos mais conhecidos da cobertura esportiva da competição.
No Balanço da Copa, Neguerê divide a apresentação com Carol Barcellos. Apesar de os dois terem personalidades diferentes, ele diz que a convivência nos bastidores tem sido marcada por parceria e aprendizado. "Quando tem dois apresentadores com personalidades fortes, a gente precisa ter muito jogo de cintura e muita conversa. Estamos nos dando superbem", analisa.
O jornalista também admite que tem aproveitado a experiência da colega para evoluir profissionalmente. "Eu estou sugando muito a Carol em relação a muitas coisas. Ela é uma baita profissional. Malandramente, estou sugando toda a experiência dela", brinca.
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Além da oportunidade pessoal, Neguerê acredita que a Copa de 2026 pode marcar definitivamente a trajetória da N Sports. Foi justamente o tamanho do projeto que o convenceu a deixar Brasília e apostar no novo desafio. "Eu aceitei o projeto por causa da ambição da N Sports. Ela quer conquistar o espaço dela. E esse espaço a gente vai conquistar", opina.
O apresentador destaca que a visibilidade nacional proporcionada pela parceria com o SBT beneficia não apenas sua carreira, mas toda a estrutura da emissora. "A N Sports apostou no Neguerê. Então, não é só eu ganhar visibilidade. É trazer essa visibilidade para a empresa também", afirma.
Para ele, a união entre as duas plataformas já ocupa um espaço relevante na história das transmissões esportivas brasileiras:
"É para entrar para a história. O que a N Sports e o SBT estão fazendo vai ficar marcado. Não é uma competição, é uma conexão. Primeiro porque tem Galvão Bueno, segundo porque não tem delay, e terceiro porque tem audiência", crava.
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