A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
UM ANO DEPOIS
REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Rodrigo Bocardi no Programa Flávio Ricco; ele alegou ter sido "injustiçado" em sua saída da Globo
Um ano e três meses após ser demitido por justa causa da Globo por "descumprir normas éticas do Jornalismo", Rodrigo Bocardi alegou que foi "injustiçado" na sua saída da emissora. O ex-âncora do Bom Dia São Paulo confirmou que a passagem é uma página virada de sua história, mas ressaltou que as denúncias feitas contra ele nunca foram comprovadas.
"Eu acho que é uma relação entre uma empresa e um funcionário. Eu já disse isso em outros momentos, mas para mim é superado. Um ano e três meses depois...", discursou Bocardi em entrevista ao Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV, nesta terça-feira (28).
"Eu já falei isso em outras vezes, mas eu me considero injustiçado nesse episódio. Para mim, eu fui injustiçado. Nenhuma prova daquilo que eu fui acusado foi apresentada. E eu tenho a tranquilidade de que isso não existe. É um outro movimento, uma outra história, que para mim, também, é importante falar isso...", ressaltou o jornalista.
De acordo com Bocardi, a demissão acabou tendo um resultado positivo, pois deu a ele o empurrão para tentar coisas novas. "As pessoas têm que entender uma coisa. Eu já havia dito há mais de dois, três anos, para todo mundo que possa interessar: eu já não aguentava mais e não queria mais acordar 4h, 4h30. Foram 13 anos, 13 anos!", ressaltou.
"E eu não tinha vontade nem desejo de fazer nenhum outro produto jornalístico que tivesse uma característica diferente daquele que eu fazia. Eu não tinha prazer, de verdade. Acreditem nisso, por favor. Você não é obrigado a aceitar... As pessoas olham e falam: 'Mas como você não quer?'. Gente, eu não queria, eu não sentia prazer naquilo", falou ele.
"Eu queria o entretenimento, a brincadeira, a risada. É isso que eu quero fazer, ser comunicador, não digo nem jornalismo. E a minha contribuição a esse aspecto eu já dei", apontou. "Eu já tinha esse desejo [de mudar], já tinha colocado isso para todo mundo. Poxa, deixa eu viver isso, gente? Eu quero que as pessoas aceitem, deixem eu viver e vivam comigo."
O jornalista deixou claro que guarda com carinho sua passagem pela Globo. "Eu não tenho nada [contra a emissora], foi lindo, maravilhoso. Uma conquista enorme, [construí] uma proximidade com esse público", disse.
"Mas tudo tem um tempo na vida, você não tem que viver aquilo eternamente. Socorro! Ainda mais eu que a cada dia estou tentando fazer um negócio diferente, a cada dia fico com a sensação de que estou acomodado e quero fazer diferente. A minha história de vida é isso, eu não consigo ficar acomodado num negócio que todo dia é a mesma coisa. Respeito quem é assim, mas eu não consigo", cravou o profissional.
Segundo apuração do Notícias da TV na época de sua demissão, Bocardi foi acusado por um segundo jornalista de cobrar de empresas de ônibus, coleta de lixo e de obras públicas para não criticá-las no ar. Ele negou a denúncia.
O profissional em questão é dono de uma agência de relações-públicas que trabalha para partidos políticos e empresas que prestam serviços para governos. Trata-se de um experiente e bem-sucedido gestor de crises, que atua, por exemplo, quando um vereador é acusado de ter ligações com o crime organizado ou uma empresa é acusada de lesar o consumidor.
Esse jornalista seria o operador de um esquema que cobraria cifras milionárias de empresários para que suas empresas não fossem alvo das broncas que Bocardi disparava no Bom Dia São Paulo. Dono de três empresas, Bocardi também prestava serviços de comunicação institucional e media training, mas disso a Globo sabia (e tolerava).
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