MAYARA CORRÊA
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Mayara Corrêa no Bom Dia São Paulo; repórter falou sobre doação de órgãos e transplantes
A repórter Mayara Corrêa se emocionou ao vivo durante uma reportagem do Bom Dia São Paulo desta quarta-feira (4) ao falar sobre a doação de órgãos de um bebê de apenas três meses. Enquanto acompanhava a mobilização de médicos do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) para a captação do coração da criança, a jornalista fez um relato pessoal e revelou que ela própria já passou por um transplante.
A cobertura mostrava a preparação da equipe médica para embarcar de um aeroporto particular de São Roque rumo a Jaú, cidades no interior paulista, onde aconteceria a retirada do órgão. O coração será destinado a uma criança internada há mais de um ano no Instituto.
Durante a entrada ao vivo, a apresentadora Sabina Simonato lembrou que Mayara tinha uma ligação pessoal com o tema. Foi então que a jornalista da TV Tem, afiliada da Globo, contou: "Eu sou transplantada de fígado. Já completei um ano e meio, graças a Deus. Sou exemplo, prova viva dessa solidariedade", revelou, comovida com o próprio relato.
A repórter afirmou que sempre falou sobre transplantes ao longo da carreira, mas que a vivência mudou sua percepção. "Depois de passar, ver como funciona, é um sistema muito sério, existem vários critérios para a lista --a gente não fala nem fila, fala lista de espera-- pela doação", disse.
Emocionada, ela ainda agradeceu à família do bebê por permitir a doação em um momento tão difícil. "Essa família que, num momento de muita dor, disse sim à doação de órgãos e vai salvar a vida de uma criança que está internada no InCor", afirmou ela, ao destacar o gesto de solidariedade dos parentes do bebê.
O órgão será destinado a uma criança que sofre da chamada síndrome do meio coração. Mayara detalhou que se trata de uma condição em que a parte esquerda do coração não funciona ou não existe, diagnóstico feito ainda durante a gestação.
Desde o nascimento, o paciente passou por cirurgias paliativas e atualmente depende de um coração artificial para sobreviver. A jornalista ressaltou que o transplante representa a chance de mudar o quadro clínico da criança após meses de internação.
Ela também explicou a urgência do procedimento por causa do tempo de isquemia do órgão, ou seja, o intervalo entre a retirada do doador e o transplante no receptor.
"O coração tem um tempo de isquemia, entre a captação e o transplante, de até quatro horas. É um tempo muito curto, é o menor tempo considerando todos os órgãos que podem ser transplantados", destacou.
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