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NO FANTÁSTICO

Regina Duarte volta à Globo para homenagem das Helenas a Manoel Carlos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Regina Duarte está com os cabelos desgrenhados e olhos esbugalhados em frente a um fundo branco

Regina Duarte falou com o Fantástico sobre a experiência de viver Helena na obra de Manoel Carlos

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 11/1/2026 - 21h51

A Globo deu mais um passo na reestruturação de seus laços com Regina Duarte neste domingo (11). A atriz, que já havia gravado algumas chamadas para divulgar as reprises de suas novelas, apareceu no Fantástico para falar sobre o autor Manoel Carlos (1933-2026), morto no sábado (10) aos 92 anos. Ela e outras intérpretes de Helena deram seus depoimentos ao Fantástico em uma homenagem ao escritor.

"O Manoel Carlos me ensinou sobre mim mesma, sobre a existência do feminino nas mulheres em geral. Eu tenho muita gratidão. Descanse em paz, meu amado amigo", falou a atriz, a única a viver Helena em três novelas: História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006).

Vera Fischer, a Helena de Laços de Família (2000), falou sobre a relevância de ser chamada para um papel tão icônico. "Quando eu fui convidada para fazer, era como se tivesse ganho na loteria. Era uma felicidade imensa", valorizou.

Ela ainda contou se seria capaz de ter um filho apenas para salvar a vida de um filho, como sua personagem fez por Camila (CarolinaDieckmmann). "Eu fico pensando, se acontecesse comigo, eu faria a mesma coisa. Nada é mais importante para uma mãe do que o filho."

A atriz ressaltou, por fim, que atuar na novela foi uma grande troca entre atriz e personagem. "Eu dei a Vera para a Helena, ali foi uma doação. Ele era um grande cronista, um grande contador de histórias. Maneco, eu te agradeço."

Helena de Felicidade (1991), Maitê Proença ressaltou uma qualidade no texto do autor. "Tinha essa coisa do Maneco de saber ser profundo sem ser pesado. Ele sabia falar de relacionamentos humanos, e isso apaixona as pessoas. E os diálogos eram tão bons! A gente decorava na hora, ficava lendo só 20 minutos, mas parecia que tinha estudado dez dias", apontou.

Taís Araujo, que já criticou abertamente sua experiência como a única Helena negra --em Viver a Vida (2009)--, aproveitou a homenagem para buscar um lado mais positivo da experiência. "A minha Helena tem um valor enorme na dramaturgia, a gente nunca tinha visto uma mulher preta naquela condição social. E eu fico muito feliz de ter feito essa história."

Por fim, a Helena derradeira, Julia Lemmertz, admitiu que nem se achava capaz de carregar uma novela de Maneco --ela foi a protagonista de Em Família (2014), fechando um ciclo aberto por sua mãe, Lilian Lemmertz (1937-1986), em Baila Comigo (1981).

"Eu não achei que teria um lugar para mim nesse panteão das Helenas. Quando ela veio, a primeira coisa que eu pensei foi: 'Vou fazer para a minha mãe'", contou a atriz. "Ele falava que vendia sementes. E ele semeou, de fato."


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