NO SEM CENSURA

Regina Casé rebate fama de antipática e diz que dona Lurdes limpou sua barra

Reprodução/TV Brasil

Frame da participação de Regina Casé no programa Sem Censura

Regina Casé no Sem Censura desta segunda (29): artista desabafou sobre ataques na internet

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 29/6/2026 - 19h53

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Regina Casé desabafou sobre a fama de antipática que a acompanha nas redes sociais. No Sem Censura desta segunda-feira (29), a artista pontuou que os rumores são fruto do espaço que deu a minorias sociais na televisão e declarou que o sucesso de dona Lurdes, protagonista de Amor de Mãe (2019), ajudou a diminuir os ataques na web.

A atriz e apresentadora contou que sua fisioterapeuta sofre com acusações de que ela é esnobe. Segundo relato de Regina, a profissional é testemunha de que ela tira fotos e dá atenção aos fãs quando caminha nas ruas.

"Aí, tadinha, ela entra na internet e falam: 'Regina é uma coisa na frente das câmeras, fora é outra, não fala com ninguém, não tira fotos'. Ela fala: 'Regina, mas é mentira'", contou. 

Regina entrou no assunto quando foi questionada pelo comentarista Murilo Ribeiro, o Muka, sobre a onda de rejeição ao Esquenta! (2011-2017), que dava protagonismo a pessoas negras e LGBTQIA+, além de espaço para ritmos musicais populares, como samba, funk e tecnobrega.

"Não foi uma implicância, foi uma latência da onda conservadora que veio e se manifestou claramente logo em seguida. Como ainda não era expresso e todo mundo não via, dava até a impressão de que era só comigo. Se você leva um casal gay muito bonitinho, loirinho, em um programa de noite é mais palatável. Eu levei, por exemplo, um casal de cortadoras de cana do sertão, duas mulheres casadas", exemplificou Regina.

A apresentadora avaliou que o ódio a esses grupos era direcionado a ela e que passou por um momento "muito pesado" com relação às críticas virtuais. "Ninguém sabe o nome daquelas pessoas [que participavam do programa]. Todo o preconceito e ódio, você tem que botar em uma direção. Então, eu virei um ralo para isso. Foi muito duro um período, eu admito. Era muito violento."

Embora atribua o auge desta rejeição ao Esquenta!, Regina completou que outros trabalhos de sua carreira também contribuíram para este cenário. Ela citou Central da Periferia (2006-2007) e Programa Legal (1991-1992).

"Todos os trabalhos que eu fiz geravam muito, nesse tipo de grupo, ódio e preconceito. Um pessoal que quer na televisão aquela celebridade  glamourizada. Eram só anônimos e pessoas da periferia", destacou.

Longe do posto de apresentadora desde o fim do dominical, Regina acredita que o retorno à dramaturgia deixou o clima mais ameno para ela na internet. "Hoje em dia, é mais suave. Quando você está na dramaturgia, não é você que está ali. Eu digo que a dona Lurdes me ajudou muito. Na hora em que eu não aguentava mais, dona Lurdes veio para limpar minha barra um pouco e eu dar uma respirada", brincou.

Assista ao momento a partir de 1 hora e 1 minuto:


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