A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
NA GLOBO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Jair Bolsonaro e Lula no debate presidencial de 2022, na Globo; confronto de 2026 foi cancelado
A Globo cancelou o debate com os candidatos à Presidência da República previsto para quinta-feira (1º) alegando interferência da Justiça. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atendeu a um pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e barrou a regra que previa a manutenção do púlpito vazio e perguntas direcionadas ao candidato ausente. A mesma diretriz não foi aplicada a Jair Bolsonaro em 2018.
Segundo a emissora, o púlpito vazio foi acordado entre todos os partidos, inclusive o PT. Além da identificação do candidato ausente, os outros presidenciáveis poderiam formular perguntas para o faltante, com duração de 30 segundos.
De acordo com a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, a prática traria danos aos candidatos que decidirem não comparecer. "A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei", disse.
Lula já havia declinado o convite da Globo para o debate. O presidente foi dar entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário do confronto, e acabou beneficiado pelo cancelamento.
Já em 2018, Jair Bolsonaro também declinou o convite do debate da Globo. O então candidato do PSL alegou questões de saúde para não ir ao confronto. Cerca de um mês antes, ele sofreu o atentado da facada em Juiz de Fora (MG).
Na ocasião, William Bonner abriu o debate esclarecendo a ausência. "O candidato Jair Bolsonaro, do PSL, também foi convidado, mas informou que não poderia comparecer porque ainda se recupera do atentado que sofreu no dia 6 de setembro", explicou.
Para aquele debate, não houve púlpito vazio com o nome de Bolsonaro. Nem a formulação de perguntas ao ex-presidente.
O motivo da diferença no tratamento dado a Bolsonaro ou a Lula tem a ver com as regras dos debates em 2018 e em 2026. Para a ausência de Bolsonaro, não estava prevista a instalação do púlpito vazio.
Já no caso de Lula, havia o acordo de dispor a cadeira vazia no estúdio. As regras dos debates são alinhadas entre a emissora e os partidos previamente. Segundo a Globo, o PT já havia concordado com a medida antes de entrar na Justiça.
Em outro debate da Globo, em 2006, Lula também não compareceu e teve sua cadeira vazia ao longo do programa.
No debate da Band, o único que teve na TV em 2026, já havia a prática do púlpito vazio. Apenas os candidatos Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) compareceram ao confronto, enquanto as cadeiras para Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) permaneceram vazias por conta das ausências.
Não houve, porém, o espaço reservado para fazer perguntas aos candidatos que faltaram.
© 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução
Mais lidas
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.