NOVA EDIÇÃO
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Tadeu Schmidt e Tatá Werneck: nova edição do Prêmio Multishow será no próximo dia 9
A Globo aposta em uma reestruturação interna para blindar o Prêmio Multishow de críticas recorrentes sobre falta de isenção e decisões nebulosas. A 32ª edição do evento --marcada para o próximo dia 9, com transmissão simultânea na TV Globo, no Multishow e no Globoplay-- chega com novos protocolos de seleção, checagem e participação dos apresentadores nos bastidores.
O autodeclarado "Super Bowl Brasileiro" quer reduzir ruídos, reforçar transparência e responder a queixas de edições anteriores, que iam de escolhas contestadas pelo público a suspeitas de favoritismo. Joana Thimoteo, diretora de gênero de Música e Eventos da Globo, explicou que a organização agora trabalha com regras mais claras e distância maior das decisões da Academia Multishow.
"Nós não escolhemos os nomes. Eles chegam para nós. Somos apresentados às indicações como o público. Isso garante isenção e nos obriga a estar atentos ao que acontece no Brasil inteiro", afirmou ela, em entrevista a jornalistas da qual o Notícias da TV participou. A fala rebate críticas sobre uma suposta interferência da direção em indicações ou vitórias.
Além da filtragem mais rígida no processo de votação, a emissora também mudou a rotina dos apresentadores. Tadeu Schmidt e Kenya Sade, responsáveis pela cerimônia, têm participado de reuniões contínuas para entender dinâmicas de palco e preparar leituras de roteiro, mas não têm acesso antecipado aos resultados.
"Gosto da surpresa, como todo mundo. Nem tem como a gente saber antes. Esse distanciamento é importante", disse Schmidt. Kenya reforça que se limita a ajustar trechos do roteiro para deixá-los mais naturais. "Não podemos saber de nada. Tudo tem que ser visto ao vivo, junto com o público", acrescenta.
Outro ponto revisto pela direção diz respeito à recepção nas redes sociais. As últimas edições do evento foram marcadas por torcidas indignadas, ataques online e acusações de "boicote" a determinados artistas. Schmidt reconheceu que cancelamentos e insatisfação fazem parte da experiência em grandes premiações, mas ressaltou o esforço do Multishow em manter a credibilidade.
"Sempre dizem: 'Foi manipulado'. O que mais temos cuidado é a isenção. Divergência de opinião faz parte, e é um exercício de respeito", opina.
Além da transmissão simultânea nos três canais da Globo, o prêmio terá tapete vermelho, presença de Milton Cunha, esquenta com Marina Sena e Gominho e um encontro histórico de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Ney Matogrosso. Uma homenagem categorizada como o ápice da noite.
No palco principal, a Superbanda liderada por Dunga reunirá artistas de todo o país em números pensados para refletir a diversidade musical que sustenta o mote deste ano: A Música Mexe com o Brasil.
Fora do palco, a estratégia digital também foi fortalecida. Influenciadores e hosts como Pedro Bonvivant vão produzir conteúdo em tempo real, enquanto cinco categorias serão reveladas ainda no tapete vermelho --numa tentativa de dinamizar a experiência e atrair o público mais jovem.
A direção sabe que o desafio vai além de entregar um show "ajeitadinho", como brinca Tadeu Schmidt. O Prêmio Multishow de 2025 quer mostrar que aprendeu com as críticas e que está disposto a colocar mais transparência, critério e cuidado no centro da música brasileira.
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