DOMINGO LEGAL

Portiolli nega maus-tratos a rã no SBT e pede para ser excluído de ação na Justiça

Reprodução/SBT

Frame do momento em que Celso Portiolli pega uma rã e exibe para as câmeras

Celso Portiolli exibiu uma rã durante o quadro Cardápio Surpresa, do Domingo Legal, em abril

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 15/6/2026 - 20h02
Atualizado em 16/6/2026 - 14h50

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O apresentou Celso Portiolli negou as acusações de maus-tratos a uma rã, devido a um quadro no Domingo Legal em abril. O comunicador apresentou sua defesa nos autos na terça-feira passada (9) e pediu para “ser excluído do banco de réus”.

A informação é da colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles. Na defesa, o apresentador pontuou que a participação do bicho foi curta e classificou como “exacerbadas” as alegações de que a rã passou por sofrimento ou estresse.

  • Relembre o ocorrido:
  • Na ocasião, Portiolli apresentava o quadro Cardápio Surpresa, em que celebridades precisam experimentar pratos exóticos.
  • Um rã foi colocada diante de Lucas Guimarães e Manu Bahtidão, que haviam acabado de tomar uma sopa. A chef de cozinha chegou a dizer que rãs foram trituradas no liquidificador para a receita.
  • Assustado com os gritos, o animal escapou e Portiolli correu pelo estúdio para capturá-lo. O apresentador pegou o anfíbio com as mãos e o exibiu para a câmera.

A cena rendeu uma ACP (Ação Civil Pública) contra o apresentador e o SBT, movida por entidades que atuam em defesa dos animais. As instituições destacaram que a rã foi submetida a estresse intenso, manuseio inadequado, além de exposição sonora e luminosa excessivas.

Portiolli pediu para ser excluído do banco de réus sob alegações de que não desenvolveu o quadro e que apenas limitou-se a apresentar o programa. Ele também argumentou que estresses momentâneos e breves sofridos pelo bicho não poderiam ser classificados como maus-tratos, e que tal comportamento não significa que tenha havido dor ou trauma.

Portiolli também mencionou a falta de provas clínicas que atestem danos ou lesões à rã. Ele apontou que o parecer técnico veterinário apresentado pelas entidades foi pautado apenas na observação de fotos e vídeos e não houve exames diretos no animal, o que dificulta a presunção de crueldade.

Ainda em abril, a Justiça de São Paulo determinou que o SBT só pode utilizar animais em sua programação com autorização prévia de um veterinário e com protocolos básicos que impedem maus-tratos. Essas diretrizes são válidas enquanto o processo continuar em vigor.

Procurada pelo Notícias da TV, a ONG Canto da Terra, uma das responsáveis pela denúncia, pontuou que "as alegações e provas apresentadas devem ser analisadas pelo Poder Judiciário, que definirá a eventual responsabilidade de cada envolvido na produção e exibição do conteúdo". "Agradecemos imensamente a opinião não técnica do Celso sobre o caso", completou uma representante. 

A reportagem também tentou contato com a equipe de Portiolli e com o Instituto Thais Viotto, outro responsável pela denúncia, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para todos.


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