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ENTREVISTA EXCLUSIVA

Por Copa, Mauro Naves volta à reportagem apesar da fadiga: '30 anos tomando chuva'

REPRODUÇÃO/ESPN BRASIL

Homem grisalho gesticula em mesa redonda jornalística

Depois de sair da Globo em 2019, Mauro Naves se dedicou ao lado comentarista na ESPN

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 31/5/2026 - 8h10

Após seis anos dedicados ao seu lado comentarista, Mauro Naves vai retornar às origens no SBT. Escalado para cobrir o dia a dia da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, o jornalista reeditará a parceria de sucesso com Galvão Bueno na TV aberta.

Em entrevista ao Notícias da TV, o repórter admite um cansaço acumulado para a função, mas destaca que está feliz e motivado com o novo desafio. "Fiquei 30 e tantos anos correndo atrás, tomando chuva para fazer esses jogos. Eu estava a fim mesmo de tirar um pouco o pé", afirma.

A motivação para retomar a função que o deixou conhecido entre os fãs de futebol foi o convite, que veio diretamente de Galvão Bueno.

“Tem tudo a ver, né? Também estou voltando porque o convite foi feito por ele. Vou mudar de função. Eu estava trabalhando com ele como comentarista e volto a ser repórter, mas feliz demais com isso, tremendamente feliz em colocar mais uma Copa no currículo", diz.

A convocação do narrador foi tão determinante que Naves já pensa em 2030. "E aí abre a perspectiva. Vou acabar virando o Cristiano Ronaldo, quero outra Copa também depois", brinca.

O sangue nos olhos vem após um período dedicado aos comentários. Na ESPN e no Prime Video, Naves trocou a beira do campo pela bancada. A razão da mudança foi o cansaço acumulado de anos como repórter.

"Fiquei 30 e tantos anos correndo atrás, tomando chuva para fazer esses jogos. Aí, eu estava a fim mesmo de tirar o pé um pouco e ter mais tempo para a família, enfim, parar de tomar chuva. Estou velho para isso", relata.

Os novos projetos têm agradado por conta da flexibilidade, mas a correria não amedrontou por ser um torneio de tiro curto, com duração de 39 dias.

"Tenho gostado das experiências porque elas não são diárias no Prime Video. E agora, para a Copa, não tem problema. Vamos lá, oito jogos, sabe? É uma coisa que passa rápido. O mercado nos permite essa flexibilidade maior", diz.

O que muda para a Copa de 2026?

Após ficar de fora da cobertura in loco da Copa de 2022, Mauro Naves tem algumas fontes para renovar na cobertura da Seleção Brasileira.

"São poucos jogadores remanescentes [desde 2018, seu último Mundial]. É tudo muito cíclico. Então, você tem que ir atrás, renovar essas fontes. Porque são outros jogadores que estarão agora, um ou outro vai estar lá. Então, é um desafio, um novo desafio", afirma.

Apesar da experiência, o repórter opina que, a cada Mundial, o trabalho fica mais árduo: "A cada Copa vai ficando mais difícil, porque as seleções estão cada vez mais blindadas, e você ter um tête-à-tête com o jogador… Não vê treino! Então, buscar aquilo que a gente gosta, que é a notícia, está cada vez mais desafiador."

Mesmo com os novos aprendizados como comentarista, para Mauro Naves, o jornalista esportivo sempre tem que ter a notícia como prioridade. "O jornalista esportivo tem a notícia na veia. A gente gosta de notícia, independentemente da função que está exercendo, do veículo em que está trabalhando, se está escrevendo, se está na TV."

"Então, o foco é esse. Mas vou achar legal também estar dentro do campo, mais perto ali. Eu faço isso um pouco pelo Prime Video. Faço um púlpito ali embaixo e fico. Quando eu estava na ESPN, participei muito de programas, comentando só do estúdio. Estava muito afastado dos estádios", finaliza.


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