EQUIPARAÇÃO

Pela 1ª vez, Copa Feminina terá o mesmo espaço dos homens na grade da Globo

LIVIA VILLAS BOAS/CBF

jogadora de futebol comemora gol

Marta comemora vitória contra a Jamaica, em 2024; Rainha se despedirá das Copas em 2027

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 18/8/2026 - 9h00

Fonte Preferencial

A Globo prepara uma cobertura histórica para a Copa do Mundo Feminina em 2027. O torneio, que será disputado no Brasil, marcará a primeira vez em que a emissora equiparará as transmissões do maior torneio de futebol entre homens e mulheres.

De acordo com o plano comercial da Globo, ao qual o Notícias da TV teve acesso, a emissora planeja exibir 56 partidas da Copa do Mundo feminina ao vivo na TV aberta. O número representa sete vezes mais em relação ao Mundial de 2023, quando ela transmitiu sete jogos, e dez vezes mais do que em 2019, quando apenas cinco jogos foram atração.

Em comparação com os homens, é o mesmo esquema de transmissão feito nas Copas de 2002 até 2022, incluindo todas as partidas decisivas e até as menos importantes. Neste ano, apesar do aumento de 32 para 48 seleções, a Globo perdeu a hegemonia para a CazéTV e exibiu "apenas" 55 jogos ao vivo.

Os 56 embates representam também que a Globo vai exibir o maior número possível de jogos, já que os outros oito confrontos, dos 64 totais da competição, serão simultâneos. Todos os embates serão ao vivo tanto no Sportv quanto na Ge TV

Além de um aumento numérico, a transmissão é um investimento simbólico no futebol feminino. Se em Copas masculinas a Globo trocava um final de novela por um "possante" Uzbequistão x Colômbia, agora a mesma coisa vai ocorrer com as mulheres. Anos atrás, a TV aberta se limitava a mostrar os embates do Brasil e confrontos-chave do mata mata. Em 2027, até um Nova Zelândia x Filipinas poderá ser atração na emissora.

Para a Copa do Mundo Feminina, além do atrativo de ser disputado no Brasil, a nossa seleção é uma das postulantes ao título. Além da chance real da taça inédita, o torneio marcará a despedida da rainha Marta dos Mundiais.

Disparidade de valores

Apesar de igualado, enfim, na transmissões na TV, o futebol feminino ainda não chega perto do faturamento do masculino. Enquanto para a Copa de 2026 a Globo pediu R$ 1,59 bilhão em patrocínios, para as mulheres o valor buscado no mercado é de R$ 900 milhões. Que, vale-se ressaltar, já seria o maior da história da modalidade.

No Sportv, o abismo é ainda maior. O Mundial da América do Norte previa R$ 352 milhões em patrocínio no plano comercial. Para a Copa Feminina, busca-se cerca da metade desse valor, R$ 157 milhões.


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