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'UM MENTIROSO'
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Paulo Vieira dno Melhores do Ano 2026: humorista criticou sabatina com Flávio Bolsonaro (PL)
Contratado da Globo, Paulo Vieira não se intimidou e reclamou da postura de César Tralli e Renata Vasconcellos durante a sabatina com Flávio Bolsonaro (PL) na sexta (28). O humorista afirmou que os jornalistas deveriam ter interrompido o candidato à Presidência da República e fazer ressalvas em declarações não verdadeiras.
O artista usou sua conta no X para comentar a conversa dos âncoras com o filho de Jair Bolsonaro. "Ao entrevistar um mentiroso, se não interromper a mentira e dizer a verdade de imediato, vira desserviço. Faltaram muitas interrupções e explicações", escreveu Vieira.
"Por exemplo, ouvir calado o cara justificar ter recebido dinheiro sujo roubado dos aposentados com 'pelo menos não usei Lei Rouanet' sem fazer nenhuma ponderação é fod*", criticou o criador da série Pablo & Luisão.
O humorista ainda ironizou outras falas do político. "Gente, mas ele não quis dizer nada do que ele disse antes. Tudo que ele disse em toda a vida dele ou ele não quis dizer ou disse mas não disse dizendo", debochou.
"Pelo que eu entendi, nenhuma outra frase dele antes dessa entrevista é válida, é um novo homem, tá dizendo as primeiras palavras hoje", completou.
Por exemplo, ouvir calado o cara justificar ter recebido dinheiro sujo ROUBADO DOS APOSENTADOS com “pelo menos não usei lei Rouanet” sem fazer nenhuma ponderação é foda.
— PAULO VIEIRA (@PauloVieiraReal) August 29, 2026
Durante a sabatina, o senador falou sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que destinou R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e citou um investimento feito pelo empresário em um programa de Luciano Huck.
A questão envolvendo Daniel Vorcaro e o valor destinado à produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro foi abordada logo no início da sabatina. "Eu quero começar ouvindo sobre o escândalo do Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro está preso por fraudes milionárias", destacou Renata.
"Ele repassou R$ 61 milhões para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Primeiro, o senhor negou, depois admitiu que havia pedido o valor, depois omitiu ter se encontrado com ele, depois reconheceu que tinha se encontrado com ele. Como convencer o eleitor que o senhor não teve um relacionamento próximo com Vorcaro?", perguntou a jornalista.
"Eu acho que tem que ser esclarecida, nunca é demais explicar. Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para o filme do próprio pai... De verdade, não tem nada irregular nesse filme, não busquei dinheiro em Lei Rouanet, em recursos públicos. Não teve transferência para o Flávio Bolsonaro, foi para o filme", rebateu ele.
"É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse patrocínio para esse filme, que é o mesmo tipo de um banqueiro que investiu também, deu um patrocínio de R$ 160 milhões para um programa do Luciano Huck, aqui na Globo. Não tem absolutamente nada de errado, é a mesma pessoa que fez um investimento no Grupo Globo para palestras do Valor Econômico, que é do Grupo Globo."
César Tralli pediu espaço para alertar o candidato à Presidência sobre a declaração que havia sido feita por ele. "O senhor se referiu a esse patrocínio do evento do Grupo Globo, mas essas relações com os anunciantes são sempre pautadas pelo respeito completo às leis, autorregulamentação da publicidade e são registradas com absoluta transparência", avisou.
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