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FALA CONTROVERSA

Para SBT, caso de transfobia de Ratinho contra Erika Hilton é assunto 'solucionado'

REPRODUÇÃO/ SBT

Ratinho gesticula no SBT

Ratinho no SBT; apresentador atacou deputada federal ao vivo em seu programa na quarta (11)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 13/3/2026 - 13h42

O SBT se posicionou novamente nesta sexta-feira (13) acerca das falas de Carlos Massa, o Ratinho, sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Segundo a emissora, o caso foi tratado internamente e já é considerado um assunto "solucionado". O apresentador foi acusado de transfobia ao dizer que a parlamentar "não é uma mulher" durante seu programa ao vivo.

"Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado", diz a nota enviada ao Notícias da TV.

Contudo, a emissora não informou quais medidas foram adotadas. "Não vamos nos manifestar além disso", encerrou o comunicado.

O apresentador e o SBT são sócios na produção do Programa do Ratinho desde 2009. Embora tenha sido contratado da emissora entre 1998 e 2008, hoje o comunicador divide com a rede de Silvio Santos (1930-2024) tanto os custos quanto os lucros de sua atração.

Ou seja, por esse modelo, Ratinho não pode receber advertências formais como ocorreria com um funcionário convencional. O que não representa, necessariamente, que ele não possa ser responsabilizado e arcar com eventuais condenações ou demais problemas jurídicos decorrentes de suas atitudes no programa.

Na quinta-feira (12), a deputada declarou que está processando o apresentador por transfobia. Erika Hilton pede uma indenização de R$ 10 milhões, que --em caso de vitória na Justiça-- vai ser destinada a mulheres vítimas de violência. 

Erika Hilton conversou com filha de Silvio

A deputada federal Erika Hilton revelou ter conversado com Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT e filha de Silvio Santos, na quinta-feira. Em entrevista à LeoDias TV, ela deu mais detalhes sobre a conversa que teve com a empresária. "Tivemos uma conversa de quase dez minutos", iniciou.

"Ela foi muito gentil, muito educada. Eu disse para ela, inclusive, o quanto minha avó sempre gostou muito do SBT, do Silvio Santos. Eu cresci vendo o SBT. Ela ficou extremamente feliz e reiterou o pedido de desculpas da emissora", continuou a parlamentar. 

"Quando um apresentador usa quase três minutos do seu programa para atacar uma população extremamente vulnerável, para usar de caricatice, inclusive para descrever mulheres cis, dizendo que ficam quatro dias chatas [quando menstruam], nós vemos claramente um discurso violento", disse ela.

"Não é só um comentário, não é só opinião, é discurso de ódio, que, no dia a dia prático, rouba as nossas oportunidades. Isso não pode ser tratado como [algo] natural, ele cometeu um crime", alertou Erika. 

"Imagine para essas meninas que são anônimas, e que esse discurso chega com um impacto gigante na vida e na realidade delas...", lamentou a deputada na conversa com Leo Dias. 

O que disse Ratinho?

Ratinho, por sua vez, negou que tenha cometido transfobia, apesar de ter dito e repetido que a parlamentar "não é mulher". "Na minha opinião, só existem dois gêneros", tentou justificar o comunicador.

Em entrevista ao colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, Ratinho afirmou que não ofendeu Erika em nenhum momento ao dizer que "ela não é mulher, ela é trans" e ao chegar a se referir à deputada no ar como "deputado", prontamente corrigindo o gênero na sequência.

"Eu não desrespeitei a deputada Erika Hilton em nenhum momento. Considero, inclusive, que ela é uma boa deputada. O que eu quis dizer é que Erika não é uma mulher mesmo", disse Massa, que continuou:

"Sou contra uma mulher trans ser representante das mulheres. O que eu argumentei é que eu não a vejo como mulher, e acho que para presidir a Comissão da Mulher na Câmara seria necessário ser uma mulher de verdade."

O apresentador reafirmou sua opinião de que, para ser mulher, é preciso ter útero e menstruar. "Na minha opinião, só existem dois gêneros, o masculino e o feminino. O restante é comportamento. E, comportamento, cada um pode ter da forma que achar melhor", classificou.


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