RODOLFO SCHNEIDER

Para diretor da Band, TV terá papel decisivo em eleição a ser decidida 'no clique'

REPRODUÇÃO/BAND

homem branco fala com a câmera

Rodolfo Schneider na bancada do Jornal da Band; jornalista também é executivo da BandNews TV

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 29/7/2026 - 10h00

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Para os canais de notícias, a verdadeira “Copa do Mundo” acontece em outubro. Na Band, o evento mais aguardado do ano é a cobertura eleitoral, que já agita os bastidores da emissora. Na visão de Rodolfo Schneider, âncora e executivo do canal, a televisão aberta terá um papel decisivo no pleito de 2026.

Em uma era de redes sociais, algoritmos e inteligência artificial, o consumo de conteúdo político é cada vez mais enviesado e carregado com desinformação. Nem mesmo os próprios partidos conseguem direcionar o debate público.

"As redes sociais elas fazem o que com a gente? Elas tendem a te dar tudo que você já tem. Então se você é da direita, você segue as pessoas da direita e só ouve aquilo. Se você é da esquerda, vice-versa, acontece a mesma coisa", afirma Schneider, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Com um Brasil polarizado, quem deve arrumar a bagunça do ambiente digital deve ser a TV, segundo o jornalista. O apresentador defende que as emissoras devam exibir posicionamentos à direita, à esquerda, para cima e todos os lados para ser a dose de "mundo real" em meio às telas.

"Quando você vem para um canal que entrega visões diferentes, que vão da direita para esquerda do que for, você consegue também fazer aquela pessoa acompanhar algo que ela não concorda. Que ela precisa acompanhar, porque o mundo ele é feito dessa maneira, dessa capilaridade", argumenta.

Schneider, claro, fez o famoso jabá da redação que comanda, do grupo Band. Segundo ele, a emissora alcança esse objetivo de propor a conversa e impor o contrário.

"A Band possibilita que os jornalistas tenham opinião, muitas vezes até diferente da sua própria linha editorial. Eu acho que esse é um diferencial que a gente consegue entregar. Podendo fazer com que a pessoa que pensa de um lado, ou pensa de outro, tenham seus programas, suas possibilidades e até mesmo também consigam acompanhar coisas distintas", afirma.

Para o jornalista, não adianta apenas dar a notícia, tem que ir além: 

A gente nunca vai deixar de lado o posicionamento em prol da notícia. Nesses 25 anos de BandNews, temos uma renovação não só da grade, do estúdio, mas do que a gente vai levar para o ar. A gente vai ter comentaristas, colunistas e âncoras que vão explorar e vão avançar, vão trazer furos de reportagens, seus bastidores, suas informações. Tentar fazer com que as pessoas que estão do outro lado entendam o que tem por trás daquela notícia, onde está realmente um detalhe fundamental, importante, o que impacta a vida dele.

A Band X os outros

Nestas duas décadas e meia da criação do canal de notícias da Band, a concorrência está mais árdua que nunca. Apenas nos últimos anos, emissoras como CNN Brasil, SBT News e Jovem Pan News mostraram suas garras e entraram na disputa de audiência

Rodolfo Schneider minimiza o efeito disto nesta reestruturação da BandNews. Segundo o jornalista, a tradição fala mais alto.

"Ano que vem a gente completa 90 anos de história, um grupo que foi construído de credibilidade. A gente não chegou ontem, a gente não tem 6 meses, 1 ano, 2 anos, a gente tem 90 anos. São 90 anos de uma história ao lado da informação, da credibilidade, da seriedade do Jornalismo sério", arremata.


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