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ESTREIA HOJE

Operação Fronteira Brasil expõe impacto do crime e abre debate sobre segurança

DIVULGAÇÃO/HBO MAX

Cena de Operação Fronteira Brasil, com policial da PRF apontando para um caminhão prata

Cena de Operação Fronteira Brasil; nova temporada reforça papel social da série no combate ao crime

A quinta temporada de Operação Fronteira Brasil estreia nesta quarta (4) e aposta em uma expansão narrativa para mostrar que o combate ao crime organizado não termina nas linhas que dividem o Brasil de outros países. Em entrevista ao Notícias da TV, os produtores da série documental explicaram que a nova fase acompanha o deslocamento das cargas ilegais pelo interior do país até grandes centros urbanos e portos, revelando como a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se estende por diferentes locais.

"A PRF entende o combate ao crime como várias camadas de proteção", afirmou Rodrigo Astiz, diretor-geral da produção pela Mixer Films. "O combate começa na fronteira, mas vai pelo país adentro e chega ao Rio de Janeiro e a outros portos, que são os destinos finais de muitas cargas."

Segundo ele, a inteligência policial monitora os deslocamentos até as capitais, onde os produtos ilegais seriam distribuídos. "As unidades operacionais têm equipes treinadas, e o serviço de inteligência vai acompanhando essas cargas até os destinos finais", explicou.

Dessa vez, a temporada acompanha profissionais no Rio de Janeiro, e estar na capital fluminense exigiu mudanças importantes na dinâmica de gravação. Astiz contou que, pela primeira vez, a equipe foi orientada pela PRF a não entrar nas viaturas durante as ações.

"No Rio de Janeiro, a chance de confronto é muito grande. Foi o primeiro lugar em que nos orientaram a não entrar nos carros", relatou. Em vez do acompanhamento direto, a produção utilizou apenas as câmeras acopladas aos uniformes dos agentes nos momentos iniciais das abordagens.

A equipe permaneceu duas semanas na cidade para testar o formato. Astiz explicou que o risco elevado tornou o trabalho mais complexo, mas ainda assim rendeu material relevante para a temporada. "Operacionalmente, é mais difícil para nós. Percebemos os PRFs muito mais cuidadosos, mas rendeu boas histórias", afirmou.

Patricio Díaz, gerente sênior de produção de conteúdos de não ficção da Warner Bros. Discovery, ressaltou o papel da série em estimular reflexões sobre segurança pública e crimes muitas vezes vistos como inofensivos.

"Além de tratar essa realidade, a série expõe um debate muito atual sobre o crime organizado, essa dinâmica de gato e rato, e como ele se reinventa o tempo todo", destacou.

Ele também chamou a atenção para contravenções que parte da população encara como pequenas. "Trazer um telefone, um computador ou algum produto irregular parece inocente quando alguém faz, mas em volume maior já não é. E isso acaba afetando quem trabalha de forma legal no país", disse.

Astiz reforçou que o programa faz questão de mostrar o impacto financeiro das apreensões. "A gente sempre traz o prejuízo causado ao crime organizado. É dinheiro que sai de circulação e impede que eles façam outras coisas", explicou. Para ele, isso combate a ideia de que o trabalho policial seria ineficaz. "Não é enxugar gelo."

A nova temporada de Operação Fronteira Brasil estreia nesta quarta (4), com três episódios exibidos em sequência a partir das 20h30 no Discovery e na HBO Max. A produção é uma coprodução da Mixer Films com a Warner Bros. Discovery e chega embalada por um crescimento expressivo de audiência nas últimas edições.


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