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ESPÉCIES RARAS

Nova série da Apple expõe bastidores e perrengues dos documentários de natureza

DIVULGAÇÃO/APPLE TV+

No meio da floresta, três homens olham para um computador; eles têm expressões de choque

Vianet Djenguet (à esq.), Declan Burley e Aldo Kane na série documental Espécies Raras

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 11/7/2025 - 11h00

Nas últimas décadas, vários documentários de natureza produzidos pela BBC e exibidos no Brasil pelo Fantástico revelaram detalhes curiosos sobre os animais na terra, no mar e no ar. Espécies Raras, série que o Apple TV+ estreia nesta sexta (11), mostra os bastidores dessas produções e os perrengues que as equipes enfrentam para obter as melhores imagens possíveis.

Ao longo de seis episódios, o público acompanha um trio de documentaristas: Aldo Kane, ex-integrante da elite da Marinha Real britânica; Declan Burley, expert em vida selvagem e armadilhas fotográficas; e Vianet Djenguet, cinegrafista de vida selvagem especialista em narrativas ecológicas.

Juntos, os três tentam obter registros inéditos de animais que estão à beira da extinção, como o tigre malaio, o urso de Gobi e a baleia franca do Atlântico, de forma a melhorar as políticas de proteção desses bichos. Os vídeos, porém, são apenas a cereja do bolo de cada episódio --antes, os três brincam, se arriscam, encaram situações perigosas e sofrem com as condições adversas.

"Esse programa é diferente porque não é só sobre animais. Nós colaboramos com cientistas, conservacionistas e organizações que estão arriscando tudo para tentar proteger os últimos animais das espécies ameaçadas. Eles são os verdadeiros heróis, trabalhando em condições extremas, sem muito dinheiro, colocando a vida em risco para proteger bichos que nem sabem que precisam de proteção", valoriza Aldo Kane em entrevista exclusiva ao Notícias da TV

"O público vai ver o que acontece por trás das câmeras, os momentos mais crus, tudo que leva até aqueles 10 minutos de vídeos que você vê nas outras séries. Sempre tendo em mente que a proposta é salvar os animais que estão quase extintos --e dói meu coração dizer que são muitos", completa Djenguet.

"É cru e é repleto de expedições para os lugares mais adversos do planeta para contar histórias que muita gente não conhece. As pessoas não sabem que esses animais estão à beira da extinção. E é essa a missão da série, dar holofotes para esses animais e para quem está trabalhando para protegê-los; e, assim, fazer com que o mundo se importe e decida agir", diz Kane.

Todos os episódios descortinam as dificuldades dos documentários de vida selvagem --o trio, afinal, está tentando gravar vídeos de espécies que raramente são registradas. "Nunca temos mais do que 40% ou 50% de certeza de que vamos sequer ver o animal. E é por isso que dependemos tanto da população local e da tecnologia que Dec e Vianet utilizam, seja ela inteligência artificial, câmeras termais ou satélites", continua o ex-oficial da Marinha.

"Sem o conhecimento das pessoas que entendem aquela área e os hábitos dos animais, nós não faríamos o nosso trabalho", elogia Declan Burley. "E, claro, tem muita tentativa e erro também. Se toda câmera que eu instalo me rendesse alguma imagem, meu trabalho seria muito fácil. Mas, muitas vezes, eu coloco o equipamento em um ponto e não sei o que vai acontecer. Você busca pistas, como marcas nas árvores, nas pedras, trilhas, cheiros... Mas também depende muito do feeling, de olhar uma área e ver algum potencial."

Apesar da temática séria, Espécies Raras também diverte. Os apresentadores têm uma dinâmica de amigos, fazem piadas e pegadinhas uns com os outros, o que ajuda com o entretenimento. "Também é uma tática para ajudar a lidar com tudo o que estamos vivendo. É difícil física, mental e emocionalmente. Vivemos na floresta durante semanas, passamos seis semanas em um deserto com temperaturas acima dos 50°C. Não é fácil", admite Kane.

"Uma coisa que eu aprendi durante minha carreira militar é a importância de regular suas emoções. Independentemente de quão séria é a sua missão, poder rir, chorar, brincar... Tudo é uma estratégia de enfrentamento. Isso é o que nos torna humanos, e a série também é sobre isso. É a vida real na linha de frente de quem trabalha para conservar a natureza", sentencia Aldo.

A primeira temporada de Espécies Raras conta com seis episódios, todos disponibilizados pelo Apple TV+ nesta sexta (11). Se ela for renovada para um segundo ano, o Brasil está nos planos dos desbravadores. "Eu já fui para a Amazônia, mas no lado peruano, e adoraria visitar o brasileiro", conta Burley.

"Sou fascinado pelo cachorro-do-mato-vinagre [também chamado de jaguaracambé], que vive na Amazônia, adoraria fazer algo com ele. E quero ir para o Pantanal também, procurar o tamanduá-bandeira. Acho que não seria legal ficar indo para muitas florestas porque já fizemos três nessa temporada, mas eu toparia uma viagem para a Amazônia sem pensar duas vezes", crava o expert em vida selvagem.

Confira o trailer sem legendas de Espécies Raras:


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