ENTREVISTA EXCLUSIVA

Na disputa Globo x CazéTV, Luiz Carlos Jr. destaca o papel do Sportv: 'Público fiel'

REPRODUÇÃO/SPORTV

Homem branco veste camila polo azul e segura bola de futebol

Luiz Carlos Jr. chega à sua nona Copa do Mundo no Sportv com o Mundial da América do Norte

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 9/7/2026 - 10h00

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Em uma Copa do Mundo marcada pela disputa midiática entre Globo e CazéTV (além do fator SBT), a TV paga vive o Mundial em outra rotação. Principal rosto do Sportv, o narrador Luiz Carlos Jr. diz, em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, que o canal esportivo tem cumprido seu papel de entregar um conteúdo de qualidade para o público fiel.

"É minha nona Copa no Sportv e também é a nona Copa do Sportv. Eu acho que o papel se mantém, de oferecer um trabalho de excelência, de qualidade, um trabalho voltado para o público consumidor apaixonado pelo esporte. E nós temos essa tradição", afirma ele.

Disputando público com a própria Globo e agora com a Ge TV dentro do Globoplay, o narrador analisa que o Sportv joga em uma liga própria e já sabe quem ele deseja atingir.

"O Sportv tradicionalmente é uma opção de qualidade, sempre foi. Um público fiel que acompanha as transmissões Copa após Copa, Olimpíada após Olimpíada, sabendo o que vai encontrar ali", opina.

Apesar de ter o nome intrinsicamente atrelado ao canal de esportes, Luiz Carlos Jr. já mostrou sua voz na TV aberta. Dentre os eventos, o narrador fez Libertadores, vôlei, atletismo, natação e mais. 

Questionado se não deveria ter mais chances na Globo, como outros profissionais que entraram no grupo depois dele, o narrador se diz aberto a mostrar seu trabalho para um "público maior":

Para mim é um motivo muito grande de orgulho estar no Sportv e ter construído a história do canal. Agora, durante 15 anos eu narrei no Sportv e na Globo. E a Globo é o grande canhão do país, né? Como profissional, obviamente, você sempre quer mostrar o seu trabalho para o maior público possível.

Copa 2026

Por trás de todo o glamour de ser o rosto do canal líder da TV por assinatura na Copa do Mundo, Luiz Carlos Jr. admite que a cobertura do Mundial apresenta perrengues que o público nem imagina. 

Em meio a tantas viagens para narrar os jogos in loco, ele teve um obstáculo climático na América do Norte. Quem o vê esbanjando saúde na voz, nem imagina o tranco.

"Aqui enfrentamos uma sensação de calor realmente extrema. E com pontos de transmissão apertados, ficamos eu, Eric Faria e Ricardinho muito próximos. O aquecimento do Sportv no jogo da Seleção Brasileira tem três horas. Então, existe uma demanda física muito grande. Está muito quente, você sua muito, é muito calor, tem muito tempo no ar, a gente chegou ficar cinco horas e meia no ar no jogo do Brasil; então, nós temos essas situações", diz.

De uma cidade para outra, a disparidade de temperaturas cobrou um preço alto. "Peguei temperatura amena no México, voltei para Nova Jersey, com o calor ali na área de Nova York, e fiquei doente. A garganta sentiu. E aí você não tem tempo. Você não pode esperar. Não tem essa de: 'Vou ficar dois ou três dias de molho'. Eu voltei do México para narrar o jogo do Brasil no dia seguinte. E, dois dias depois, narrei o jogo da França. Então já comecei numa rotina muito intensa, e aí a garganta sentiu", relembra.

Apesar de ele não poder ficar de repouso, como pedem os médicos, para tudo se dá um jeito. "Eu peguei uma gripe muito forte e uma infecçãozinha na garganta. E aí não tem jeito, né? É anti-inflamatório pesado com corticoide, e vamos levando. Você melhora e segue na luta. É isso. É a força do guerreiro. Você está numa batalha e está lá realmente para desempenhar", se gaba.

Embora existam obstáculos, uma cobertura in loco ainda tem seus refrescos. Em meio a uma torcida brasileira pulsante nos Estados Unidos, o narrador virou celebridade nas ruas.

"O torcedor brasileiro pede para tirar uma selfie, pede para tirar uma foto e pede para eu gravar um 'wow' para o pai, um 'wow' para mãe. É um fenômeno, é uma coisa engraçada. Eu acho superdivertido, acho muito legal", diz.

Se você conhece o estilo de narração de Luiz Carlos Jr., certamente leu o "wow" com a voz dele. O que era para ser um recurso na transmissão despretensiosamente virou sua marca registrada. Para o jornalista, o bordão é mais consequência do que intenção.

"Eu nunca quis criar bordões, nunca fui um narrador baseado em bordões. Eu sempre acreditei muito em estudo. Então, acredito muito nesse tripé: informação, precisão e emoção", afirma.

Além do "wow", outras frases conhecidas surgiram por acaso também. "Os bordões que eu tenho e que viralizaram bastante, inclusive, são coisas que eu falo durante a transmissão: 'No peito, na grama'. Eu nunca parei para pensar sobre isso. Eu falava. O cara matava a bola no peito, a bola cai na grama. No peito, na grama", explica.

Os esportes, por vezes, tomam contornos tão dramáticos que seria impossível calcular tudo o que vai dizer, segundo ele. "É de não pensar a respeito, você não ficar em casa pensando: 'Poxa, se o Vini Jr. fizer um gol, eu vou falar isso, se o Matheus Cunha fizer um gol, eu vou falar aquilo'. Então, o que é legal é o seguinte: se essas coisas viralizam, elas são absolutamente espontâneas. Elas vêm do coração. é uma coisa que me veio à cabeça na hora", finaliza.


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