CALDEIRÃO

Mion faz Cauã Reymond cair em prantos e relembrar infância pobre: 'Dificuldades'

Reprodução/TV Globo

Imagens de Cauã Reymond no Caldeirão com Mion deste sábado (29/08)

Cauã Reymond participou do quadro Questionário Mionzera e fez revelações sobre a família

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 29/8/2026 - 17h28

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Marcos Mion levou Cauã Reymond às lágrimas ao perguntar sobre histórias de família do ator no Caldeirão com Mion deste sábado (29). O artista não segurou a emoção ao lembrar do avô, Carlos Marques de Souza (1923-2012), que morreu aos 89 anos em decorrência de pneumonia.

Reymond participou do quadro Questionário Mionzera. Antes de exibir o trecho em que o ator falava do avô, o apresentador anunciou: "Eu abri uma gavetinha que vai ser difícil segurar a lágrima".

O criador da série Jogada de Risco elegeu o avô quando perguntado sobre quem escolheria para falar "obrigado". "Meu avô foi a pessoa que pagou meus estudos, junto com minha avó, óbvio, e me deu a possibilidade de estudar em colégio particular. Comprava o material escolar, que a minha família materna não podia, minha avó materna era doméstica", iniciou Reymond.

O artista, então, elencou diversas dificuldades que enfrentou na infância. "Eu fui criado muito na área de serviço dos outros, comendo pedacinho de bolo que sobrou. É muito difícil olhar para mim hoje e imaginar isso, eu sei. Eu passei muita dificuldade de abrir a geladeira e ela fazer: 'bu' [expressão de susto]. Meu irmão também passou por isso, a gente passou muita dificuldade", expôs.

Reymond relatou que o avô o visitava a cada 15 dias e fazia compras para a casa. "Para comer manteiga e comer pão francês, que a gente não tinha", disse. "Fui muitas vezes para a escola com a roupa não lavada. E o meu avô deu dignidade. E eu sou muito grato. Descanse em paz", completou o ator, que, neste momento, começou a chorar.

O avô de Reymond foi diagnosticado com a doença de Alzheimer. Ainda lúcido, deixou para o neto uma lembrança de seu orgulho. "Escreveu em um guardanapo no começo do Alzheimer que eu tinha começado uma carreira que ninguém na família tinha tentado, e que ele queria muito me ver brilhar. Logo depois, começou a perder a memória", lamentou.

Ainda na conversa com Mion, Reymond revelou a relação de confiança que construiu com a filha, Sofia, de 14 anos. "Eu entendi, em conversas com a psicóloga dela e com a Grazi [Massafera, mãe da jovem], que se eu ficasse no lugar de pai, na adolescência, não ia dar certo. Eu fui amolecendo e encontrando esse lugar em que coisas muito íntimas dela, ela contou pra mim", explicou.


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