A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
TOMA LÁ, DÁ CÁ
Reprodução/TV Brasil e Globoplay

Miguel Falabella relembrou Copélia, de Toma Lá, Dá Cá, no Sem Censura desta sexta-feira (19)
Miguel Falabella e Arlete Salles relembraram os bastidores da série Toma Lá, Dá Cá (2007-2009) durante participação no Sem Censura, exibido nesta sexta-feira (19). Criador e roteirista do programa, o ator contou que a colega teve pudor com as falas da personagem Copélia, uma avó com a vida sexual bastante agitada.
"A Arlete, no começo, tinha pudor de fazer a Copélia. [Ela dizia:] 'Miguelzinho, como é que eu vou dizer isso?'. Porque a Copélia estava sempre no mato, nua, sempre no meio de uma suruba, era muito doida", definiu Falabella.
O artista disse que o mesmo choque aconteceu nos bastidores da Globo, quando apresentou o projeto. "Uma personagem que é no limite do bizarro. Porque era uma avó. Eu me lembro que, quando eu vendi o programa, eles falavam: 'Mas é uma avó, ela fala isso para o neto?'. Tudo dela era sexo. E ela constrangia aquelas pessoas, porque era muito aberta. E o público amava. Eu via senhoras que me falavam na rua que adoravam a Copélia."
Na avaliação de Arlete, a personagem ajudou a abrir debates sobre sexualidade na terceira idade. "Miguel, com esse personagem que ele escreveu com tintas bem fortes, estava tentando drenar o preconceito que existe sobre a sexualidade dos idosos", refletiu. "Isso é uma coisa muito da gente, americano não tem isso, não", completou Falabella.
A atriz contou que também recebia o reconhecimento de netos que enxergavam as avós no comportamento de Copélia. "Eu encontrava pessoas que diziam: 'A minha avó é a Copélia, eu entendo'. Já aceitando a avó namorando, saindo, dançando, se divertindo. Essa personagem também teve essa importância. Miguel é um comediógrafo raro. Ele vai brincando, mas falando de coisas sérias", elogiou.
Presente no programa, o neto de Arlete, o ator e dramaturgo Pedro Medina, definiu a personagem como "maravilhosa". "Minha avó é de uma longevidade e vitalidade que são um fenômeno, uma força da natureza. Me divertia muito com a Copélia, porque o humor dela [de Arlete] é muito por esse lugar. Não dá para falar as coisas que a gente conversa", brincou.
Copélia era mãe de Celinha (Adriana Esteves). Além das histórias mirabolantes sobre sexo, a personagem conquistou o público com o bordão "Prefiro não comentar". O programa começou como um especial de fim de ano em 2005 e dois anos depois, entrou na grade fixa da Globo como substituto de A Diarista (2004-2007).
Confira o momento a partir de 57min40s:
© 2026 Notícias da TV | Proibida a reprodução
Mais lidas
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.