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COPA NA GLOBO

Mariana Spinelli defende galhofa na Ge TV, mas alerta: 'Não sou palhaça informada'

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Mulher morena segura microfone em estádio

A jornalista Mariana Spinelli foi contratada na criação da Ge TV, em setembro de 2025

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 24/5/2026 - 8h10

Menos de um ano após a Globo contratá-la para ser um dos rostos da Ge TV, a jornalista Mariana Spinelli é um dos destaques da emissora para a cobertura da Copa do Mundo. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, a apresentadora elogiou a veia divertida do projeto digital, mas definiu um limite para a mistura de esporte e humor. "Eu não sou uma palhaça bem-informada, eu sou uma jornalista bem-humorada", diz.

Segundo ela, o tom mais descontraído da Ge TV não significa abandonar a responsabilidade jornalística. Para Mariana, o humor tem espaço desde que não ultrapasse a linha do respeito.

"Eu acho que o limite da galhofa é quando ela vai para o desrespeito, quando passa a agredir alguém ou uma minoria. Para mim, isso é muito claro. Eu sou uma mulher lésbica. Sei que vou errar em alguns momentos também, mas sei o que é a graça, o que é ser bem-humorada. Mas sigo sendo jornalista", afirma.

A apresentadora conta que uma familiar costuma resumir bem sua visão sobre o assunto. "A minha mãe sempre fala que eu não sou uma palhaça bem-informada, eu sou uma jornalista bem-humorada. Então, eu tenho um compromisso com a informação, mas ela pode ser leve, pode ser sorrindo, pode ser brincando. Eu tô fazendo uma Copa com meus amigos e quero que as pessoas do outro lado sintam isso também", explica.

Mariana também destaca a liberdade criativa que a Ge TV terá durante o Mundial de 2026. Sem uma grade definida, o canal digital pretende adaptar a programação conforme o clima do torneio e o comportamento do público.

A Ge TV é isso: você não tem uma grade fixa. Você pode acordar num dia e falar: 'Cara, tô a fim de abrir uma live de 22 horas'. Eu posso fazer, não posso? Posso fazer um pré-jogo de 15 minutos porque, naquele dia, a Mari tá com dor de barriga. Posso fazer uma live de três, quatro horas.

Ela reforça que a proposta é reagir ao ambiente da Copa em tempo real. "Você tem essa liberdade de fazer o que dá: 'Vamos para lá, vamos para cá, vamos puxar um pouquinho, vamos liberar'. O pós-jogo pode durar uma, duas, três, quatro horas, não sei, vamos ver. Acho que é a liberdade de poder sentir a Copa e fazer ela acontecer", detalha.

A jornalista ainda afirma que a cobertura vai alternar momentos tradicionais com conteúdos mais espontâneos.

"Todas as possibilidades podem acontecer, mas tem o acesso ao campo. A gente vai entrar, vai trazer conteúdo, vai ter hora em que estaremos do lado de fora. Porque é isso: 'Cara, tá muito legal a torcida lá fora. Vamos embora. Vamos lá para fora'. É a cobertura tradicional, só que numa linguagem e num formato diferentes", diz.

Primeira Copa masculina

Apesar da experiência na cobertura esportiva, Mariana admite que ainda tenta assimilar o tamanho da oportunidade de participar da primeira Copa do Mundo masculina da carreira, ainda mais na Globo. Segundo ela, o sentimento mistura a paixão de torcedora com a responsabilidade profissional.

"Na minha cabeça, você é profissional e você é torcedora. Só que, em algum momento, as duas coisas coexistem. Eu sou uma pessoa só", reflete. "Eu vejo os vídeos de Copas passadas e me arrepio, acho que como torcedora. Só que, em certo momento, você olha para o símbolo da Globo e fala: 'Cara, eu também tô trabalhando nisso, sabe?'. Então, ainda tô naquele momento de a ficha estar caindo, tentando entender o que vai acontecer."

Mariana também vê a chegada à Ge TV como consequência da trajetória construída na ESPN, emissora em que trabalhou antes de ir para a Globo. "Eu tô muito feliz. Fui muito, muito feliz na ESPN. Acho que chego uma profissional melhor à Ge TV porque vivi o que vivi na ESPN", avalia.

Apesar de ter chegado na maior emissora do país, a jornalista ainda se vê como uma profissional em constante evolução. "Na ESPN, fiz a categoria de base, a escola, o trabalhar, o fazer de tudo, experimentar... Vejo esse momento como pegar tudo o que aprendi para fazer uma Mariana nova. Eu sou uma jornalista muito nova, ainda tô em construção. Tenho 28 anos e apresento desde os 22", analisa.

"Eu me permito entender que também tô me construindo, absorvendo o melhor de cada lugar e colocando um pouquinho da minha identidade, que eu também tô conhecendo enquanto profissional", finaliza.


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