A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
SÉRIE DOCUMENTAL
Divulgação/History

Kevin Costner é o apresentador e produtor da série documental O Velho Oeste, do canal History
Apaixonado desde sempre pela história da colonização dos Estados Unidos, o ator Kevin Costner decidiu usar sua série documental O Velho Oeste como um alerta sobre o panorama atual do país governado por Donald Trump. Produtor e apresentador da atração exibida pelo canal History, ele acredita que expor a verdade dolorida do passado pode ajudar a curar feridas do presente.
"Eu tenho um compromisso em relatar a história como ela aconteceu. Como vamos aprender com o que assistimos se nós evitarmos a verdade? Como formar uma opinião se estamos lidando com mentiras? Não há a menor chance. A nossa história não me envergonha, ela me ilumina para tentar ser melhor", justifica o astro em conversa com o Notícias da TV.
O Velho Oeste é uma superprodução em oito episódios que vão do fim do século 18 ao início do século 20, explorando os conflitos, os personagens e os acontecimentos de um passado selvagem, que moldaram a identidade norte-americana. A ideia da equipe era transcender os clichês dos faroestes e apresentar perspectivas geralmente ignoradas pelas obras do gênero, como os indígenas que ocupavam as terras e as mulheres dos exploradores.
Além de Costner, a série conta com produção executiva da historiadora Doris Kearns Goodwin, uma das maiores estudiosas da vida dos presidentes dos EUA, que escreveu as biografias de vários deles. Ela brinca que o ator de Yellowstone (2018-2024) virou seu professor, já que entendia muito mais sobre a vida cheia de perrengues no Oeste do que ela --que mora confortavelmente em Nova York.
Doris acredita que os norte-americanos precisam olhar para o passado mais do que nunca, por mais difícil que ele seja. "Acho que há um sentimento nos Estados Unidos agora de que precisamos esconder os tempos difíceis da nossa história, porque as pessoas vão se sentir mal e não vão entender a glória do país. E é o oposto! Precisamos lembrar que tivemos momentos complicados para entender como conseguimos superá-los. Temos que falar do racismo, da Guerra Civil [1861-1865], da escravidão..."
"Quando falamos do avanço para o oeste, tivemos momentos tanto problemáticos quanto gloriosos. O fato de que essas pessoas saíram do leste, enfrentaram tantas dificuldades na viagem, encontraram nativos que já estavam ali... Precisamos entender tudo isso, porque é uma parte importante do que nos torna uma nação. E é violento, é brutal, mas não dá para esconder nem varrer para debaixo do tapete", aponta a historiadora.
Kevin Costner concorda em gênero, número e grau com a colega. "Nós vivemos com as feridas que criamos, mas temos a oportunidade de curá-las se conseguirmos entender com profundidade o que fizemos no passado", filosofa o ator na conversa com a reportagem.
Ele compara a história do seu país com um relacionamento pessoal: "Como você vai corrigir algo a seu respeito se não souber que magoou a outra pessoa? Como consertar qualquer coisa sem saber que alguém está machucado? Como ter empatia e compreensão se não conhece a verdade?".
"Você precisa lidar com os problemas do seu país. Às vezes, os problemas são constantes, e uma voz diz: 'Por que ficamos falando sobre a mesma coisa o tempo todo?'. E o motivo é que, muito provavelmente, essa coisa não foi corrigida. Ninguém está tomando as decisões certas. É por isso que essas vozes ainda precisam falar sobre isso", sentencia o ator.
O History Channel exibe os dois episódios finais de O Velho Oeste nesta terça-feira (28), a partir das 22h10. Confira o trailer da produção:
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