IRRITOU O REI?
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

João Gomes canta A Volta para Roberto Carlos durante especial de fim de ano da Globo
O cantor João Gomes quebrou o silêncio e se pronunciou sobre um suposto climão durante as gravações do especial de fim de ano de Roberto Carlos na Globo. O jovem de 23 anos negou qualquer desconforto por ter pego o rei de surpresa com uma interpretação da música A Volta e explicou que a reação do veterano se deu por outro motivo.
Durante o programa, Gomes interpretou duas músicas com Roberto Carlos, Eu Tenho a Senha e Fé. Antes de se despedir, porém, ele fez uma observação para o rei que, segundo internautas, teria frustrado o dono do especial. "Faltou uma música hoje", disse o rapaz, que em seguida começou a cantar "Estou guardando o que há de bom em mim".
Roberto Carlos não se juntou a João Gomes na interpretação e apenas ficou imóvel durante a rápida cantoria. O jovem ainda soltou uma frase que apenas piorou os boatos de um suposto climão. "Não vou lhe atrapalhar, não", disse o forrozeiro, saindo na sequência.
Como o rei é conhecido por gostar de manter tudo sob controle e de até rejeitar roupas de algumas cores nos seus convidados, o improviso de João Gomes gerou diversos comentários de que ele nunca mais seria chamado para se apresentar com o ícone da Jovem Guarda.
No Instagram, porém, Gomes negou qualquer desconforto e explicou que a reação de Roberto Carlos, que foi interpretada como algo negativo por parte do público, na verdade era de emoção.
"O Roberto estava cheio de água nos olhos, acho que toda canção que lembra do Erasmo ele se emociona", escreveu o cantor, em referência ao grande parceiro do rei na música, Erasmo Carlos (1941-2022).
O rei, inclusive, chegou a trocar a letra da música Amigo para homenagear o "Tremendão". Em vez de "mas é muito bom saber que você é meu amigo", o intérprete preferiu "é muito bom saber que Erasmo é meu amigo".
A amizade entre Roberto Carlos e Erasmo Carlos é uma das mais emblemáticas da história da música brasileira. Eles se conheceram ainda na adolescência, no fim dos anos 1950, no Rio de Janeiro, unidos pela paixão por Elvis Presley (1935-1977) e pelo rock’n’roll que começava a influenciar uma geração inteira.
Dessa afinidade nasceu não apenas uma parceria musical, mas uma ligação afetiva profunda, que ambos sempre definiram como uma relação de irmãos. A parceria se estendeu por mais de 60 anos e ultrapassou os palcos.
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