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POLÊMICA

Jimmy Kimmel volta à TV nesta terça após suspensão por piada com Charlie Kirk

REPRODUÇÃO/ ABC

Apresentador Jimmy Kimmel no talk show Jimmy Kimmel Live!

Jimmy Kimmel de volta na terça; anúncio foi feito pela Disney nesta segunda-feira (22)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 22/9/2025 - 18h43

A Disney confirmou nesta segunda (22) que Jimmy Kimmel vai voltar com seu programa na ABC a partir desta terça (23). A rede norte-americana decidiu tirar o talk show Jimmy Kimmel Live! do ar por uma piada que o apresentador fez sobre Tyler Robinson, suspeito de ter assassinado o influencer trumpista Charlie Kirk (1993-2025).

"Na quarta-feira passada, tomamos a decisão de suspender a produção do programa para evitar agravar ainda mais a situação tensa em um momento tão delicado para o nosso país. Tomamos essa decisão porque sentimos que alguns dos comentários foram inoportunos e, portanto, insensíveis. Passamos os últimos dias conversando com Jimmy e, após essas conversas, decidimos retornar na terça-feira", disse um porta-voz da Disney.

Na segunda-feira (15), no tradicional monólogo que abre todas as edições da atração, Kimmel falou que Robinson seguiria os ideias do grupo Maga (Make America Great Again, ou Faça os Estados Unidos Serem Grandes Novamente, em tradução livre), formado por apoiadores de Donald Trump.

Ou seja, a morte de Kirk seria um "trabalho interno", e não um crime provocado pelos rivais democratas. "Atingimos um novo fundo do poço no fim de semana, com a gangue Maga tentando caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa exceto um deles. Agora, eles estão tentando de tudo para conseguir pontos políticos com isso", alfinetou Kimmel.

Já na última quarta (17), a ABC anunciou que o talk show ficaria fora do ar "por tempo indeterminado". A medida ocorreu após a Nexstar Media, uma das maiores proprietárias de estações de televisão nos Estados Unidos, informar que interromperia as transmissões do programa em todas as suas afiliadas e retransmissoras --são mais de 200 espalhadas por todo o país.

A controvérsia aumentou quando Brendan Carr, presidente da FCC (Comissão Federal de Comunicações), criticou duramente as falas de Kimmel em uma entrevista ao youtuber Benny Johnson. Carr classificou o ocorrido como "a conduta mais doentia possível" e ainda pareceu ameaçar a licença de operação da ABC.

Todavia, a suspensão gerou reações negativas.Michael Eisner, que foi CEO da Disney entre 1984 e 2005, criticou abertamente sua antiga empresa pela maneira como tirou do ar o talk show. Sem citar nomes, o executivo questionou a falta de pulso firme do seu sucessor, Bob Iger, à frente do conglomerado.

"Onde foi parar toda a liderança? Se presidentes de universidades, sócios de firmas de advocacia e chefes de grandes corporações não encararem os valentões, quem vai proteger a Primeira Emenda [que inclui a liberdade de expressão]?", questionou Eisner em um post no seu perfil do X.

Até atores da Marvel criticaram o conglomerado, sugerindo que seus fãs boicotem produtos da empresa, cancelando assinaturas do Disney+ e deixando de ir aos parques de diversão, por exemplo. Mark Ruffalo, que vive o Hulk no universo dos super-heróis, foi um deles. O ator deixou claro o seu descontentamento com o estúdio no último sábado (20). 

Kimmel também recebeu o apoio de colegas como Stephen Colbert, Jimmy Fallon, Seth Meyers e John Oliver, bem como dos ex-apresentadores do programa noturno David Letterman, Conan O'Brien e Jay Leno.


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