A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
LUTA POR AUDIÊNCIA
REPRODUÇÃO/FIFA

Ronaldinho Gaúcho comemora o quinto título mundial da Seleção Brasileira no Japão, em 2002
A Globo encara um cenário novo para a Copa do Mundo de 2026. Ao contrário do que ocorreu nos torneiros anteriores, a emissora tem os direitos de exibição de pouco mais da metade dos jogos do torneio --enquanto a CazéTV poderá transmitir todas as partidas. Apesar disso, a chegada de concorrentes como o SBT e o próprio canal de Casimiro Miguel não amedrontam, segundo seus executivos.
Em coletiva de imprensa de apresentação da cobertura para o Mundial, o diretor de Conteúdo de Esportes da Globo, Renato Ribeiro, destacou que a emissora já sai na frente por ter feito da competição um fenômeno no país.
"A nossa força, muito do que foi dito aqui, primeiro, é a tradição desde 1970. A gente ajudou a transformar a Copa do Mundo num fenômeno cultural no Brasil. A Copa do Mundo é um negócio gigantesco. Existe o que é futebol, existe o que é a Seleção Brasileira, existe o que é a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Então, a Copa do Mundo transcende tudo isso. É um ritual individual, coletivo e afetivo. E foi a gente que ajudou a construir isso. E a gente vai continuar ajudando, vai botar mais um tijolinho nessa história, que vai ser essa Copa do Mundo agora", disse.
Ao todo, a emissora exibirá 55 partidas da Copa do Mundo, uma a menos do que nas edições anteriores, quando transmitiu 56 jogos ao vivo. Já o SBT, que contará com Galvão Bueno e Tiago Leifert como vozes principais, terá 32 jogos. A CazéTV mostrará todos os 104 jogos para o público.
Embora não tenha a exclusividade dos jogos, a Globo aposta em diferentes entregas por meio de seus canais de comunicação. Um formato na TV aberta, outro no Sportv e outro na Ge TV.
"A diferença é que a gente, com todo o nosso ecossistema, entrega, na verdade, várias Copas do Mundo para brasileiros diferentes. Então, nós temos vários tipos de Copa: a Copa da emoção, na TV Globo; a Copa que traz profundidade, com o Sportv; uma Copa mais divertida, com a Ge; uma Copa que traz o imediatismo com o nosso site; a conversa das redes sociais...", argumentou o executivo.
O comentarista Denilson concorda que o foco da Globo não deve ser em superar a concorrência, mas sim em entregar um conteúdo de qualidade.
"O principal é a gente olhar para nós, olhar para o que a gente está fazendo. A audiência é uma outra situação. O foco é no que estamos construindo e na entrega", afirmou o ex-jogador na coletiva de imprensa.
Apesar de propor diferentes formatos de cobertura para a Copa do Mundo, o ringue de disputa da Globo será nas redes sociais.
"Mais importante do que essa conversa das redes sociais, é estabelecermos algum tipo de conversa. Criarmos elementos para que nós também sejamos essa conversa, para que a gente também faça parte desse fenômeno", arrematou Renato Ribeiro.
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