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FANTÁSTICO

Gilberto Gil revela como está lidando com morte de Preta Gil em primeira entrevista

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Gilberto Gil tem expressão comedida em sala de casa

Gilberto Gil em entrevista concedida a Poliana Abritta no Fantástico deste domingo (10)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 10/8/2025 - 21h00

Gilberto Gil concedeu ao Fantástico deste domingo (10) a sua primeira entrevista depois da morte de Preta Gil (1974-2025). Em uma conversa com Poliana Abritta, o músico revelou como está lidando com a perda da filha e por que havia sugerido a ela que parasse de lutar caso a batalha ficasse difícil demais.

Questionado sobre como ele e sua família estão se sentindo, Gil foi direto. "Nós estamos tristes, naturalmente tristes. Ainda tendo que nos acostumar com a perda, com a falta. Preta era uma menina muito cheia de vida, muito intensa no sentido afetivo", contou.

O músico, porém, contemporizou que a filha já havia sofrido muito no tempo em que lutou contra o câncer. "Ao mesmo tempo, ela já vinha com um sofrimento prolongado de quase três anos. Tem um lado de bálsamo que conforta um pouco, ajuda a gente a resistir à dor e ao sofrimento da perda."

"Eu já tinha perdido um filho lá atrás, de uma maneira muito trágica [Pedro Gil morreu em um acidente de trânsito em 1990]. Na época, eu me pronunciei muito enfaticamente a respeito disso, quase como uma queixa, 'puxa vida, os meninos nascem para enterrar a gente, é esquisito a gente enterrar os filhos'", ressaltou o ex-ministro da Cultura.

Com Preta a gente teve tempo para, de uma certa forma, irmos nos acostumado com a ideia. O diagnóstico dela foi, logo de início, muito duro, as expectativas em relação à possibilidade de ela se curar eram pequenas.

O pai de Preta Gil falou ainda que o carinho recebido do público também ajuda a lidar com a dor da perda. "Essas pessoas, quando se vão, deixam um vácuo muito grande. Ela se tornou uma figura pública, muito querida, também. A morte faz parte da vida, e a gente segue, né?", apontou.

Poliana perguntou, então, qual o legado deixado pela cantora. "Eu estava pensando ontem sobre a herança que ela deixa para nós. Ela viveu uma vida que nos ensina muita coisa, nos indica direções, escolhas a serem feitas, valores a serem cultivados. Era entusiasta de viver para que a vida seja melhor para ela e para todos, ela era assim. Obviamente, é o que fica dela. Além da saudade (risos)", resumiu ele, tentando-se manter forte.

Gil valorizou o fato de a filha ter lutado até o fim, até se mudando para os Estados Unidos para fazer um tratamento experimental alternativo quando suas opções no Brasil haviam se esgotado. "Essa luta intensa dela pela vida era uma coisa que não só nos comovia, mas nos chamava à responsabilidade pelo fato de sermos quem somos para ela, e de ela ser quem era para nós. Ela resolveu ir, dentro desse contexto extraordinário de empenho, de amor à vida, de apego no sentido mais benigno da palavra."

A âncora do Fantástico questionou, por fim, se Gilberto Gil sabia que estava tendo a última conversa com Preta e pôde se despedir. "Sabendo que seria a última, não. Porque o mistério da vida continuava tão intenso quanto o mistério da morte. As nossas conversas estavam sempre associadas a isso, aos parentes, aos amigos, ao filho dela, aos amores dela, às coisas do mundo."

Por fim, ele falou sobre as cinzas da filha, que foram entregues para amigos e parentes da artista. "Dentro os vários pedidos que ela tinha, um deles era que o corpo fosse cremado e que as cinzas fossem distribuídas entre as pessoas da família, os amigos. Tem gente que quer as cinzas dela para fazer uma espécie de joia, tem gente que quer ter um tiquinho das cinzas dela em casa, talvez seja o caso da família jogar um pouquinho no jardim de uma das casas."


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