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MEU AYRTON

Galisteu teve conta bancária bloqueada e perdeu tudo após morte de Ayrton Senna

REPRODUÇÃO/HBO MAX

Adriane Galisteu está sentada em um cemitério, no documentário Meu Ayrton, da HBO Max, com óculos deixado por Ayrton Senna

Adriane Galisteu no documentário Meu Ayrton, da HBO Max, com óculos deixado por Ayrton Senna

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 8/11/2025 - 11h00

Ao contrário do que foi especulado durante anos, Adriane Galisteu não herdou nenhum bem material de Ayrton Senna (1960-1994) após a morte dele. A apresentadora, que namorou o piloto entre 1993 e 1994, foi chamada de "interesseira" e "oportunista" em diversas ocasiões, mas perdeu até os próprios investimentos que tinha em uma conta bancária feita pelo piloto.

Em declaração ao Notícias da TV, Adriane revelou o que tem até hoje de Senna. "Em termos de bens materiais, o que ficou para mim foi um Fiat Uno, esses óculos, que eu carrego para todo lugar e está em todas as fotos relacionadas ao Ayrton, uma escova de dentes e um pijama. Foi o que ele me deixou", contou a apresentadora.

No documentário Meu Ayrton, da HBO Max, Galisteu disse que não acessou dinheiro algum após a morte do piloto: "Tinha um cartão do Banco Nacional, era uma conta que ele abriu para mim. Aí eu liguei e não tinha mais o cartão. Ficou por isso mesmo. Pensava: 'Ah, esse dinheiro nunca foi meu, né?'."

Os óculos no modelo aviator aparecem em ensaios fotográficos do piloto nos anos 1980 e 1990 --eram os preferidos de Senna e estavam na casa dele em Portugal, onde Adriane recebeu a notícia da morte. A pedido da família dele, a comunicadora teve poucas horas para deixar a residência. Depois disso, nunca mais teve contato com nada nem ninguém.

A única lembrança material significativa que ela recebeu de Ayrton Senna foi o Fiat Uno Mille Electronic 1993, presenteado pouco antes do acidente fatal em Ímola. Galisteu explicou que o carro simboliza o carinho e a simplicidade do casal. "Era o sonho de qualquer menina da minha época, que era de classe média baixa. Para mim, era um carro muito inalcançável. Ele ficou me olhando e disse: 'Que carro você quer?'", relembrou ela.

O Uno, hoje avaliado em cerca de R$ 6 mil no mercado comum, virou uma relíquia nas mãos da apresentadora. Segundo ela, o carro está "impecável" e raramente sai da garagem. Adriane chegou a receber uma oferta de R$ 200 mil pelo veículo, mas se recusou a vendê-lo.

Adriane Galisteu revisita seu relacionamento com o ícone da Fórmula 1 no documentário Meu Ayrton, da HBO Max. Nos dois episódios de 42 minutos cada, a apresentadora quebra o silêncio e entrega, de uma vez por todas, os detalhes da relação que dá o que falar até hoje.

Na produção, a apresentadora relembra o preconceito e o julgamento que sofreu após a morte do tricampeão. "Cheguei a falar em uma entrevista: 'Eu não matei o Ayrton, parem de me culpar'. De tão culpada que eu me sentia quando era entrevistada. Acho que fui muito maltratada, mas tudo bem, porque isso me deixou mais forte para lidar com outras questões", afirma.


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