A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
DIVULGAÇÃO/JOVEM PAN

Fernando Rocha assumiu o comando do Morning Show, na Jovem Pan, em janeiro deste ano
Sete anos depois de deixar a TV aberta, Fernando Rocha está de volta ao comando de um programa diário. O jornalista e apresentador assumiu o Morning Show, da Jovem Pan, e vive um momento profissional bem diferente daquele que marcou sua saída da Globo. Mais maduro e sem pressa para reafirmar seu espaço, ele resume a nova fase com uma frase que sintetiza sua postura: "Hoje existe nas manhãs do Morning Show um apresentador que não precisa provar nada. O momento chegou".
A decisão de aceitar o convite veio da identificação com o projeto. Rocha afirma que acompanha o programa desde os tempos em que nem passava na TV. "Eu sempre fui ouvinte do Morning Show, desde a época em que era só na rádio. Continuei acompanhando a evolução do programa, dos debatedores. Eu tinha essa referência. Fui muito fã", conta, em entrevista ao Notícias da TV.
O convencimento veio justamente da possibilidade de entrar em um formato consolidado. "É um programa que já existe, que tem história. Eu posso participar e ajudar a contar essa história. Isso me agrada muito", afirma. O horário também pesou. "É às 10h da manhã, um horário que eu conheço bem. Já vivi isso antes. Então é um desafio, mas é um território familiar", pontua.
Além da televisão, o retorno também marca a reconexão com o rádio --meio em que iniciou a carreira, nos anos 1990, na Rádio Cidade, de Belo Horizonte. "Eu sou cria do rádio. Sempre tive muita vontade de retornar" diz.
O Morning Show, hoje, é um produto multiplataforma, com exibição simultânea em rádio, TV por assinatura, TV aberta, internet e parabólica. Essa abrangência foi determinante para sua decisão. "É um projeto de múltiplas plataformas. Isso mexe muito comigo. Eu queria voltar para a TV, mas também queria voltar para o rádio. Aqui eu consigo as duas coisas", comemora ele.
Durante o período fora da TV aberta, Rocha escreveu livro, produziu podcasts e fundou uma produtora de comunicação corporativa. Esse intervalo o ajudou a ampliar seu repertório. "Aprendi a me moldar, a ter resiliência, a lidar com coisas muito diversas. Trabalhei 30 anos no mesmo ambiente. Esses anos fora me deram uma capacidade de adaptação que eu não tinha", reflete.
Rocha revela que recebeu outros convites ao longo dos sete anos afastado da TV aberta, mas preferiu esperar o momento certo. Segundo ele, a decisão envolveu prazer e identificação com o projeto.
"Eu precisava casar algo importante sobre prazer, sobre privilégio de estar onde eu estava, com pessoas interessantes, num projeto bacana. Esse momento chegou", revela.
Não sou só o apresentador de sete anos atrás. Hoje, existe nas manhãs do Morning Show um apresentador que não precisa provar nada. Eu quero mostrar uma boa conversa. Não preciso iniciar o debate para afirmar quem eu sou.
Diariamente, às 10h, Fernando Rocha retoma a rotina do ao vivo, mas com outro estado de espírito. "Gosto de ser quem eu sou. Gosto do que eu faço. Quando consegue ser o que é, a gente fica forte", conclui o comunicador.
Ao assumir o Morning Show, Fernando Rocha entrou em um ambiente conhecido pelo debate intenso e pelo público engajado, muitas vezes polarizado. Ele afirma que não pretende fugir de temas espinhosos.
"O público do Morning Show é exigente. É um público que já chega com a opinião formada. A notícia já foi dada. No programa, ela é comentada, apurada, lapidada. Isso é uma honra para o jornalista. É um exercício enorme de humildade e de aprendizado", explica.
O grande desafio é estar acima do campo de batalha. A leveza faz parte da minha personalidade. Não é superficialidade. É entendimento. É tentar compreender antes de reagir.
O apresentador também defende o papel da televisão em meio à avalanche digital. "A TV é mágica. Talvez seja o nosso último grande palco simultâneo. A TV constrói uma narração coletiva. O digital é muito individualizado. A televisão ainda tem esse ritual de assistir junto", opina.
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