A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
NATACHA HORANA
Divulgação/RedeTV!

Natacha Horana com Daniela Albuquerque em gravação do Sensacional desta segunda-feira (4)
Presa entre novembro de 2024 e março do ano passado, acusada de lavagem de dinheiro e associação criminosa, Natacha Horana abriu o jogo sobre a realidade difícil da cadeia. Segundo a ex-bailarina do Domingão do Faustão (1989-2021), foi uma das piores experiências de sua vida. "É o Vale da Sombra da Morte", resumiu a influenciadora.
Em entrevista ao Sensacional, programa que Daniela Albuquerque comanda na RedeTV!, Natacha falou do choque de realidade que levou ao ser levada para a prisão. "Foi a transição do luxo ao lixo, totalmente. De repente, você sai de uma rotina de viagens, fama, melhores lugares e restaurantes, para ser privada da sua liberdade", admitiu a ex-bailarina.
Na conversa com Daniela, Natacha recordou o momento em que foi detida, em sua casa na zona sul de São Paulo. "É um trauma que carrego. Nunca passou pela minha cabeça que era comigo", disse a influenciadora.
Ela contou como foram os quatro meses de detenção: "É muito extremo! É como perder alguém, é um luto. Pensei: 'Meu Deus, não vou aguentar'. Tanto que pensei em me matar", revelou. "Eu vi na pele o que é tristeza! Vi uma mulher morrendo na minha frente."
Segundo Natacha, seu nome foi envolvido na investigação por causa de um breve relacionamento. Ela justificou que a ausência paterna em sua vida acabou refletindo em suas escolhas afetivas. "Eu buscava nos meus relacionamentos e nas amizades, em tudo, homens mais velhos, que tivessem pulso firme, idealizando um pai."
Atualmente namorando, a ex-bailarina do Faustão afirmou que passou a agir com mais cautela: "Antigamente não [pesquisava a vida do parceiro], simplesmente me envolvia".
No fim do ano passado, em entrevista ao podcast PodShape, de Juju Salimeni, Natacha Horana já havia falado sobre os meses horríveis que passou na prisão. Ela afirmou que foi detida sem entender as acusações e descreveu condições precárias dentro da cadeia, como alimentação com comida estragada e falta de colchão para dormir.
Natacha contou que foi surpreendida pela polícia em casa, em São Paulo. Segundo ela, nem os agentes explicaram adequadamente o motivo da prisão. "Chegaram na minha casa e me prenderam. Falaram o porquê: lavagem de dinheiro e associação criminosa. Aí eu perguntei: 'Por quê?'. Eles disseram: 'Pergunta para o seu advogado'. São tão rápidas as coisas", relatou.
A entrada no presídio foi um dos momentos mais traumáticos. "Medo, pânico. Pensei: 'Eu posso morrer aqui'. Chegando lá você não dorme, não come, só chora, não pensa", afirmou. Natacha dividiu a cela com 16 mulheres, embora houvesse acomodação para apenas oito. "Tinha uns quatro colchões. Vai se virando: uma dorme, a outra fica acordada, e vai revezando", relatou.
"[Tinha] Comida estragada, fruta podre. É péssima a comida. Eles até têm cuidado para fazer, mas até a comida chegar, às vezes tem trânsito. Chegava muita comida estragada. Às vezes tem calor também. Toda misturada. Passei o Natal comendo ovo podre", desabafou a influenciadora.
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