ENTREVISTA EXCLUSIVA

Everaldo Marques se diz pronto para ser o n° 1 da Globo: 'Sem síndrome de impostor'

JOÃO COTTA/TV GLOBO

jornalista segura bandeira do Brasil

Everaldo Marques será a voz da Seleção Brasileira na TV Globo na Copa do Mundo de 2026

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 13/6/2026 - 6h10

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Everaldo Marques estreia como narrador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo neste sábado (13), na partida contra o Marrocos. Alçado ao cargo por causa dos problemas de saúde de Luis Roberto, Evê se diz pronto para o desafio. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, o jornalista admite que não esperava a promoção, mas que vai dar conta do recado.

Em tratamento contra uma neoplasia na região cervical, Luis Roberto se tornou desfalque na Globo e obrigou a emissora a mudar sua escala. O escolhido foi Everaldo Marques, que parte para sua primeira Copa in loco.

"Estou um pouco ansioso. Acho que é normal, mas estou confiante também, sabe? Porque tenho recebido muito suporte de todo mundo aqui dentro: dos meus colegas, dos meus chefes e do público também", diz.

Voz da Seleção Brasileira, Evê diz que o clima está favorável para a sua estreia. "Eu estou acostumado com as pessoas virem falar comigo, tirarem foto. Nessas últimas semanas, desde que saiu a notícia de que eu faria os jogos do Brasil, além de reconhecerem e cumprimentarem, de fato falam: 'Pô, boa sorte na Copa. Fiquei feliz em saber que é você que vai na Copa'", conta ele.

"Teve um que falou assim: 'Ah, eu nem estava muito ligado na Copa. Não estava muito... Agora que é você, eu vou assistir aos jogos'. Então, esse carinho do público também me ajuda a ganhar confiança nesse momento, que vai ser tão importante na minha carreira", afirma.

De quarta opção na Copa do Catar para o número 1 da maior emissora do país em 2026 (após as saídas de Galvão Bueno e Cleber Machado e a baixa de Luis Roberto), Marques entende que não pulou etapas:

Claro que não era esperado [assumir a vaga de Luis Roberto]. Mas a terapia está em dia, graças a Deus. Eu nunca tive, na minha carreira, a síndrome do impostor. Porque eu sei o quanto levo a sério. Eu não engano, não finjo que me preparo; eu me preparo para os eventos. Então, é claro que estou assimilando o fato de estar ocupando esse posto especial, mas estou confiante de que vou fazer um bom trabalho e de que vou dar conta do recado

JOÃO COTTA/tv GLOBO

everaldo marques com camisas da seleção

Everaldo Marques chegou à Globo em 2020

Patriotismo está liberado?

Além do desafio de estar sob milhões de olhares com os jogos do Brasil, a locução de uma Copa do Mundo impõe outros desafios. Para se comunicar com um país amplo, Marques espera encontrar uma linguagem acessível.

"O público da TV Globo é muito diverso. Há diversos níveis de conhecimento do jogo e de interesse pelo jogo. Então, o meu desafio é encontrar uma linguagem que consiga contemplar todo mundo e que faça com que todo mundo que acompanhe a transmissão consiga entender a mensagem."

"Na TV aberta, eu vou falar com o viciado em futebol, mas também vou falar com a minha mãe, uma senhora de 86 anos que assiste aos jogos de quatro em quatro anos porque é Copa. Então, tenho que encontrar um caminho para conseguir contemplar todos os públicos", complementa.

O tom, claro, pode passar por uma abordagem mais patriota. Para jogos da Seleção Brasileira, a isenção costuma ser opcional. Para o narrador, a chamada "patriotada" é permitida.

"Aqui está liberado! Acho que é um passinho acima: uma cornetadinha, uma torcida, aquele lance de perigo, tipo 'Vai, Vini!', entendeu? Acho que está liberado, por ser a Seleção Brasileira. Então, todo mundo torce em casa, e eu vou junto. Vou junto", opina.

Apesar do otimismo, tudo tem limite. "Vou me colocar no papel do torcedor no sofá também, mas sem exagero. A gente também não pode tapar o sol com a peneira. Não dá para o Brasil estar jogando uma porcaria e dizer que está uma maravilha", ressalta o narrador.

Para criar um clima de torcida moderada, Everaldo Marques conta com a ajuda de colegas. "Tenho comentaristas gabaritados que estão lá para cortar. Eu vou só levantar. Os comentaristas vão lá e completam", finaliza.


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