A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
COLUNA DUH SECCO
Reprodução/SBT

Tiago Leifert no Torcida SBT; apresentador compreende linguagem da emissora e favorece cobertura
Em meio à guerra Globo x CazéTV, a cobertura da Copa do Mundo no SBT tem atraído a atenção do público. Entre os destaques, está a participação de Tiago Leifert. Além de narrar os jogos que não ficaram com Galvão Bueno, nos dias de jogos do Brasil o apresentador comanda o Torcida SBT, formato que une o que a emissora foi um dia ao que ela pretende ser nos próximos anos.
Desde a morte de Silvio Santos (1930-2024), as irmãs Abravanel batalham para devolver ao SBT a audiência e a relevância de outros tempos. As apostas delas passaram, principalmente, por formatos bem-sucedidos na concorrência e resgates de atrações que fizeram história. Mas a maioria das investidas, entre cópias e "mofos", não deu em nada.
Com o Torcida SBT, Leifert conseguiu estabelecer o equilíbrio entre as duas correntes. A emissora, pouco habituada a eventos esportivos, tem entregado uma transmissão consistente. O apresentador explora o potencial dos jogos, em interação com repórteres e analistas, e a nostalgia atrelada ao SBT, como as gincanas no pátio dos estúdios localizados na Via Anhanguera.
O programa também destaca a Copa dos Videntes. Nomes que fazem previsões quase sempre furadas sobre o Mundial são recebidos nos palcos. O quadro flerta com o que há, em profusão, na web, mas também reverencia pautas similares no Domingo Legal dos tempos de Gugu Liberato (1959-2019).
É evidente que as equipes de texto e direção merecem aplausos, mas o Torcida SBT se destaca mesmo graças ao bom desempenho de Tiago Leifert. O apresentador entende bem a linguagem que transformou a emissora em um sucesso popular --e contribui, com a experiência e a identidade que desenvolveu em anos de TV, para o reencontro do SBT com o público. É a união do legado ao futuro.
Cristiane é, sem sombra de dúvidas, a melhor comentarista da Copa do Mundo na Globo. Suas análises sobre Brasil x Japão foram coerentes com o que vimos em campo --e mais interessante do que o tom ufanista adotado pela emissora mesmo diante da seleção perdidinha após o gol do adversário.
Luciano Huck e Virginia Fonseca tentaram disfarçar, mas é evidente que o quadro da influenciadora digital no Domingão com Huck chegou ao fim porque não funcionou. Anunciado para "toda a Copa", o Diário de Virginia foi encerrado com a fase de grupos --os envolvidos insistem em dizer que era este o combinado. Então tá.
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