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Eleições 2026: Band quer debates com confronto direto, mas sem virar 'ringue'

REPRODUÇÃO/BAND

jornalistas alinhados em púlpitos

Eduardo Oinegue e Adriana Araújo no debate das eleições municipais de São Paulo, em 2024

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 9/8/2026 - 8h10

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Cumprindo a tradição de promover os primeiros debates televisivos nas eleições, a Band prepara um formato repaginado para 2026. A emissora vai incentivar os confrontos diretos entre os candidatos, mas também mesclá-los com momentos de aprofundamento das propostas, para que a baixaria não reine.

A temporada de debates começa neste domingo (9), às 20h, com os candidatos aos governos estaduais. O primeiro debate presidencial acontece em 23 de agosto, também às 20h, em um pool com outras emissoras.

Responsável por mediar o debate de candidatos a governador em São Paulo, o diretor-geral de conteúdo do Grupo Bandeirantes, Rodolfo Schneider, diz que a emissora cumprirá seu papel de fazer o primeiro debate e promete novidades.

"Vamos trazer ainda mais liberdade para eles dentro do palco e do estúdio. Para que eles tenham possibilidade de sair, de caminhar, de falar, de gesticular, de chegar perto da câmera. Para você não só saber a ideia daquele político, mas vê-lo de corpo inteiro, como é que ele se expressa, dialoga, e confronta. No sentido positivo da palavra", afirma ao Notícias da TV.

O executivo antecipa que a proposta do novo formato prevê um modelo mais flexível de administração do tempo, para que o político dedique o tempo que queira no assunto que preferir.

Para Adriana Araújo, apresentadora do Jornal da Band, que comandará seu segundo debate presidencial pela emissora, o momento político delicado exige muito equilíbrio.

"Eu estreei na Band fazendo o debate presidencial de 2022. Eu tinha acabado de chegar. Agora é o meu segundo, o segundo desafio de fazer um debate presidencial. É muito relevante, é muito importante. E a gente sabe trabalhar sob pressão", se gaba, com exclusividade.

Segundo a apresentadora, o objetivo é permitir que os candidatos se enfrentem diretamente, mas sem abrir mão de momentos dedicados às propostas para o Brasil.

"O Brasil está polarizado, é um momento complicado. Mas a gente tem a fórmula de promover um debate que faça com que os candidatos se confrontem diretamente, com tempo e com regras que permitem isso. Mas também preserva e sempre defende as perguntas temáticas sobre propostas. Porque não pode ser o ringue o tempo inteiro, né?", analisa.

Adriana destaca que a emissora tentará fazer os candidatos exibirem suas propostas para os principais problemas do Brasil

"É preciso que eles tratem de educação, saúde, segurança, de violência contra a mulher. Então, esse bloco está sempre garantido. Os candidatos serão questionados sobre os principais problemas e seus programas", adianta a âncora. "Vai ser demais", finaliza.


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