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VIDAS PARALELAS

Dorama brasileiro: Novela curta de Walcyr Carrasco é engavetada pela Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Walcyr Carrasco em imagem da série Tributo, da Globo

Walcyr Carrasco: autor de novelas chegou a deixar trabalho principal para escrever dorama

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 8/4/2026 - 8h53

A Globo suspendeu os investimentos no formato de novelas curtas inspirado nos doramas japoneses e, com isso, tirou da fila de prioridades um projeto criado por Walcyr Carrasco e que seria desenvolvido pela ex-Record Cristiane Fridman --que teria autonomia na história. Intitulado Vidas Paralelas, o folhetim vinha sendo tratado como uma das apostas da emissora para renovar sua linha de dramaturgia.

A produção teria 40 capítulos e já estava em desenvolvimento, mas acabou engavetada internamente, sem definição de prazo para uma retomada. Nos bastidores, a informação é de que os planos para esse tipo de produto foram interrompidos por tempo indeterminado.

O projeto de Carrasco era pensado dentro de um modelo mais enxuto, com menos episódios do que uma novela tradicional, mas ainda com linguagem próxima da TV aberta. André Luiz Frambach e Giullia Buscacio já tinham sido definidos como os protagonistas.

Com a paralisação, Adriano Melo, que dirigiria o trabalho, foi deslocado para outra frente e assumiu a produção vertical Herdeira Por Direito - Milionária Por Vingança. As informações são do colunista Flávio Ricco, do portal Leo Dias.

A decisão representa uma mudança de rumo em relação a um plano que vinha sendo desenhado pela emissora nos últimos meses. A ideia era, após o lançamento no Globoplay, abrir uma nova faixa na TV com novelas curtas, com cerca de 60 capítulos e duração máxima de meia hora, feitas com elenco reduzido, poucos cenários e menos tramas paralelas.

O que mudou na Globo?

O modelo era tratado internamente até como uma espécie de "dorama brasileiro", numa tentativa de se aproximar do consumo rápido que vem ganhando espaço no streaming. Inicialmente, essa linha de produção nasceu no Globoplay.

A plataforma avaliava que havia espaço para ampliar o volume de dramaturgia a partir de experiências mais compactas, especialmente depois da repercussão da novela Todas as Flores (2022).

Com o avanço da proposta, a Globo passou a considerar a abertura de uma nova faixa na programação, por volta das 17h30, numa área que hoje pertence ao Vale a Pena Ver de Novo e que durante anos foi ocupada por Malhação (1995-2020).

Foi nesse contexto que Walcyr Carrasco entrou como peça central da estratégia. O autor desenvolvia uma história de amor com poucos personagens, formato curto e proposta mais direta.

A escolha dele era vista como um teste importante para medir a aceitação do público e avaliar se a Globo conseguiria consolidar uma nova linha de novelas entre o streaming e a TV aberta.

Mesmo com o engavetamento do projeto, Carrasco continua com forte presença na Globo. Ele participou da construção de Êta Mundo Melhor! (2025), continuação de Êta Mundo Bom!, e também escreve Quem Ama Cuida, a novela das nove que entrará no ar depois de Três Graças.


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