A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
CAROL PORTO
TRIBUS PRODUTORA/DIVULGAÇÀO

Carol Porto na peça Quintal dos Sonhos; ela volta a trabalhar com tema denso na carreira
Conhecida pelo grande público por ter integrado o elenco de Conselho Tutelar (2014-2018), na Record, a atriz Carol Porto volta aos palcos de São Paulo com o espetáculo Quintal dos Sonhos, no Teatro Multiplan MorumbiShopping. Na peça, ela dá vida a Fernanda, uma professora de ioga que enfrenta o doloroso silêncio e as sucessivas frustrações da infertilidade --em mais um papel com forte carga emocional.
"Acho inclusive que esse tema social, humano, me persegue, no bom sentido. E, por incrível que pareça, todos os meus trabalhos parecem estar conectados, com propósito, com histórias que mexem com o público, com assuntos e temas importantes", avalia ela em entrevista ao Notícias da TV.
Para construir a nova personagem, Carol revela que precisou mergulhar de cabeça em uma realidade que até então desconhecia, o que provocou profundas reflexões em sua vida pessoal:
O que mais me atravessou foi me aprofundar nesse universo, que eu nunca tinha tido contato, e realmente parar pra pensar sobre como seria a minha vida hoje sem minhas duas filhas, que são o que me movem todos os dias. Eu não me imagino existindo sem as minhas duas filhas, e essa dor de imaginar me atravessa profundamente.
A atriz ressalta que a infertilidade ainda é tratada de maneira velada e cercada por uma forte pressão cultural:
É um tabu, longe de ser debatido com naturalidade. A cobrança nem sempre vem só da mulher tentante, mas também da família, das amigas, da sociedade. Acho que é um viés inconsciente dentro da sociedade essa 'obrigação' e o espanto de quando a mulher não é mãe, principalmente quando ela casa. É quase como uma obrigação a sequência: casamento e filhos.
Diante de temas tão complexos, Carol enxerga o teatro como o espaço ideal para romper o silêncio e acolher o público. "Eu acredito que a arte é uma ferramenta poderosíssima para abordar temas velados, complexos, difíceis de forma intrínseca, verdadeira e em muitas camadas de reflexão."
"Quero fomentar os sonhos adormecidos, que elas se sintam representadas, vistas, ouvidas, e se identifiquem com essa loucura que é a vida, não se sintam sós", conclui a artista.
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