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GIRL POWER

Copa é coisa de mulher: Brasil é líder em presença feminina na TV esportiva mundial

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

quatro mulheres se alinham para tirar foto em estúdio de TV

Ana Thaís Matos, Nathalia Lara, Cristiane e Aline Calandrini atuam na Copa 2026 no Grupo Globo

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 5/7/2026 - 8h10

A jogadora Cristiane Rozeira recebeu uma chuva de elogios após comentar os quatro primeiros jogos do Brasil na Globo, mas vai desfalcar as próximas transmissões. A atleta, que ainda atua no futebol do Flamengo, precisou deixar as cabines para voltar a se dedicar ao campo, mas cravou seu nome na cobertura da Copa do Mundo com intervenções genuínas e inteligentes nas transmissões. Vale dizer, no entanto, que a artilheira não é a única mulher a se destacar na TV durante o Mundial da América do Norte.

Na própria Globo, além de Cris, nomes como Renata Silveira e Ana Thaís Matos ganham cada vez mais espaço no jornalismo esportivo da emissora.

Na cobertura da Copa do Mundo, as outras plataformas também contam com figuras femininas de destaque. Na CazéTV, as comentaristas Ju Cabral e Amanda Viana recebem elogios frequentes, assim como Nadine Basttos no SBT --figura presente em todos os jogos da emissora no torneio.

Em Copas anteriores, o mais comum era ver mulheres na reportagem de campo ou como âncoras no estúdio. Em 2026, elas chegaram com força nas cabines de transmissão e, mais do que nunca, se tornaram protagonistas.

Na Copa da Rússia, em 2018, menos de dez mulheres ficaram na frente das câmeras na Globo durante a cobertura, com destaque para nomes como Glenda Kozlowski e Fernanda Gentil.

Em 2022 o salto foi mais expressivo, com cerca de 20 mulheres trabalhando em frente às câmeras no torneio do Catar. Na ocasião, as cabines receberam pela primeira vez um reforço feminino, com Ana Thaís Matos enviada ao Oriente Médio e Renata Silveira estreando como narradora na TV aberta.

Neste ano, com os direitos difundidos entre Globo, SBT e CazéTV, o número dobrou novamente. Aproximadamente 40 mulheres têm espaço na frente das câmeras na cobertura da Copa do Mundo da América do Norte. Nos comentários, na narração, na reportagem e na ancoragem.

Apesar de ainda ser um número pequeno em comparação com os profissionais homens, o Brasil já é líder global em presença feminina na televisão na transmissão da Copa. 

Tendência mundial

Além do Brasil, outros países com forte tradição na mídia esportiva têm presenciado um crescimento feminino na TV. Na Argentina, por exemplo, em que a Copa é transmitida em sinal aberto pela Televisión Pública e pela Telefe, o número de mulheres aumentou do Catar para a América do Norte.

Enquanto em 2022 eram 15 mulheres com destaque, neste ano já são 20 profissionais. Dentre os destaques estão Sofia Martinez e Angela Lorena, que foi a primeira jornalista a comentar uma partida de Copa na TV aberta local.

Nos Estados Unidos, uma das sedes da Copa deste ano, a presença de mulheres também tem crescido. Enquanto em torneios anteriores a presença feminina era restrita às repórteres de campo, em 2026 elas tomaram o horário nobre e já ocupam funções de comentaristas e narradoras.

Com nomes como Rebecca Lowe e a ex-jogadora da seleção americana Carli Lloyd, cerca de 30 mulheres estampam o rosto das TVs estadunidenses.

Na Europa, a ocupação feminina também é presenciada, mas com números mais discretos que o brasileiro. Na Inglaterra, cerca de 20 mulheres ocupam cargos de prestígio, com destaque a Vicki Sparks, que se tornou a primeira narradora no mundo inteiro a conduzir uma partida de Copa, em 2018.

Já na Alemanha, a equipe feminina é de cerca de 15 profissionais, mesmo número de mulheres na cobertura da França.


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