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NO DISNEY+

Com fofoca, confinamento e pressão, The Beatles - Get Back é um reality perfeito

REPRODUÇÃO/DISNEY+

Paul McCartney, Ringo Starr e John Lennon em estúdio, em frente a bateria, olham para a câmera durante gravações que deram origem a The Beatles - Get Back

Paul McCartney, Ringo Starr e John Lennon durante gravações que deram origem a The Beatles - Get Back

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 1/12/2021 - 6h35

As 60 horas de imagens e 130 horas de áudio que deram origem ao documentário The Beatles - Get Back, do Disney+, foram gravadas em 1969, quando não existia nada que se parecesse minimamente com um reality show como os que conhecemos hoje. No entanto, o material entrega diversos elementos que atualmente compõem os melhores exemplares desse tipo de programa, como fofocas, confinamento, clima tenso entre amigos e pressão.

The Beatles - Get Back retrata um período de 22 dias, em janeiro de 1969, em que Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison se reuniram para um plano ambicioso: eles deveriam gravar um novo álbum juntos, do zero, e fazer o primeiro show da banda em três anos --a apresentação se transformaria em um programa de TV). 

Eles ficaram no estúdio para que criassem toda a obra em tempo curtíssimo e definissem todos os detalhes desse projeto. Mas, com o passar dos dias, nem tudo saiu como previsto. Os planos mudaram, fofocas, desentendimentos e dificuldades surgiram e houve até uma ruptura na banda. Tudo foi registrado pelas câmeras e microfones espalhados pelo estúdio.

O diretor Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) conseguiu editar e condensar o material em quase oito horas, divididas em três partes, além de criar uma linha narrativa que ressalta as divergências entre os integrantes, o afeto entre eles, os indícios de que cada um seguiria seu rumo em breve e as preciosidades musicais contidas ali. 

Confira cinco elementos de The Beatles - Get Back que fazem do programa um reality show perfeito:

Confinamento

Em 2 de janeiro de 1969, os Beatles se reuniram num estúdio que servia para gravação de filmes --ou seja, muito mais um galpão do que um estúdio musical. Sem os equipamentos necessários a princípio, eles precisaram se virar para criar músicas com o que tinham no momento. Passaram horas ali, sem ver a luz do sol, com pouco contato com o mundo exterior (já que não existia internet ou celular), "vigiados" por câmeras e microfones e convivendo sempre com as mesmas pessoas. O cenário perfeito para que diversas emoções se sobressaíssem.

Pressão

O plano inicial era que a banda gravasse um disco novo e que as músicas fossem apresentadas ao vivo aos fãs num show, que seria televisionado logo em seguida. Mas para isso os Beatles precisavam compor, gravar e ensaiar 14 músicas inéditas em menos de três semanas. Obviamente todos demonstravam ser extremamente talentosos, mas ainda assim sentiram o peso dessa enorme pressão para criarem.

Paul McCartney foi o que pareceu ficar mais pilhado, insistindo para que os colegas colaborassem e buscando músicas do passado da banda. Foi assim que surgiu um dos maiores hits, que dá nome ao documentário: Get Back. 

reprodução/disney+

Ensaios tiveram momentos de tensão

Clima tenso entre os brothers

As diferenças e particularidades entre os Beatles já estavam claras naquele momento. George Harrison, por exemplo, levou aos ensaios um amigo hare krishna, um rapaz que apenas ficava sentado observando. Já John Lennon não desgrudou de sua mulher, Yoko Ono --ela não se intrometeu nas criações musicais, mas não saiu do lado dele, algo com que os demais integrantes não pareciam se importar. 

Em muitos momentos, houve faíscas entre os músicos, fosse por divergências nas composições ou insatisfação geral com a situação. Um ponto-chave exibido no documentário foi quando George Harrison decidiu que sairia da banda, comunicou aos colegas e foi embora. Todos ficaram sem saber como lidar, se preocuparam e resolveram a situação fora dali, em duas reuniões privadas. Como se fosse uma deliberação no confessionário, à qual o público não tem acesso. 

Fofocas 

Em 1969, os Beatles já se incomodaram com o fato de se sentirem vigiados, cercados por câmeras e microfones. Então eles usaram um truque: quando queriam falar de forma mais privada, aumentavam os amplificadores e dialogavam enquanto tocavam guitarras. Naquela época, o som ficou todo tomado pelo som do instrumento. 

Mas agora, com a tecnologia muito mais evoluída, foi possível ensinar programas de áudio a reduzirem os ruídos dos instrumentos e deixarem mais claras as falas dos integrantes. Eles fofocaram sobre planos futuros e sobre como se sentiam em relação àquela gravação e à saída de Harrison, por exemplo. 

"Eles cantam músicas, obviamente, mas isso não é a história. Ela é contada nas conversas que eles têm. Muitas delas, que você ouve em Get Back, são muito pessoais e íntimas, que eles não faziam ideia de que, 50 anos depois, nós conseguiríamos apagar a guitarra e ouvir essas coisas. Eles abafaram a conversa em 1969 e nós fomos mais espertos em 2021 e conseguimos todas essas conversas", disse Peter Jackson em entrevista ao G1

reprodução/disney+

O show que os Beatles realizaram, fora do planejado

Missão difícil e prêmio final

Como em quase todo reality show, aquelas pessoas estão ali passando por uma missão difícil, quase impossível, de olho num prêmio ou recompensa final. Para os Beatles, a tarefa complicada de gravar um CD e um show em tempo curtíssimo e em meio a desentendimentos teria um desfecho magnífico. Os diretores chegaram a cogitar um show numa ruína na África, iluminado por tochas, algo incrível. 

Mas nada saiu conforme o planejado inicialmente, e o que realmente aconteceu foi algo bem diferente: um show no telhado do prédio da Apple, gravadora dos Beatles, a última apresentação pública do grupo. O prêmio, no entanto, foi totalmente para os fãs. As músicas criadas naquele momento deram origem a mais de um disco (há canções em Abbey Road, Let It Be e em álbuns das carreiras solo de Paul McCartney, John Lennon e George Harrison).

Para quem acompanha a banda há muito tempo, é um deleite poder reencontrar os ídolos dessa maneira um tanto invasiva, mas que os mostra na intimidade, na vulnerabilidade e em grande fase criativa. 

As três partes do documentário The Beatles - Get Back estão disponíveis no Disney+ para assinantes. 


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