A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
SIMBIOSE
Ana Paula Amorim/Canal Brasil

A atriz Clara Moneke durante gravações do programa Espelho - 20 Anos Depois, do Canal Brasil
Clara Moneke reflete sobre sua carreira e seu trabalho na televisão em entrevista ao programa Espelho - 20 Anos Depois, comandado por Lázaro Ramos no Canal Brasil. A atriz, que foi alçada à fama nacional em Vai na Fé (2023) e recentemente interpretou Leo, a protagonista de Dona de Mim (2025), revela que sua grande descoberta foi em relação a como o cotidiano e as pessoas impactam sua construção de personagem.
O episódio, que vai ao ar nesta sexta (13), às 22h, conta com participação de Clara e de Juan Paiva --que viveu Samuel, par romântico de Leo em Dona de Mim. Os dois falam sobre seus processos criativos, e a atriz volta à infância para explicar uma característica que contribui para seu trabalho até hoje.
"Eu sou muito observadora, acho que o cotidiano é o maior livro a ser lido. Eu ando no carro sempre olhando a rua; isso desde criança, no ônibus. Minha mãe brigava comigo, porque às vezes entrava alguém que me chamava a atenção, e eu ficava olhando. Ela dizia: 'Para de olhar pros outros, é falta de educação'", lembra Clara.
"Então eu tenho essa afeição pelas pessoas, pela vida, pelo cotidiano. E eu nunca imaginei que isso fosse me dar uma bagagem pro que eu faço hoje", complementa. Em seguida, ela fala sobre sua descoberta profissional:
"Quando eu comecei a fazer televisão, quando eu comecei a impactar as pessoas na rua com a minha personagem, comecei a entender o quanto é muito menos sobre mim e muito mais sobre as pessoas, sobre retratar as pessoas para as pessoas. Na minha cabeça, é muito mais um trabalho de colheita do que o personagem tem do que eu trazendo o que eu tenho pra compor. É uma simbiose bem legal, bem bonita".
A atriz ainda explorou a importância da troca com outros atores em cena. "A cena acontece com o outro. Não adianta chegar com uma bagagem de coisas, 'minha personagem vai falar assim, eu vou fazer isso', quando a minha personagem tem uma avó. [Uma atriz] Que também criou uma personagem. A gente tá junto ali, nós somos uma família", explica.
"Então, para mim, a arte é muito sobre coletivo, sobre fazer junto, sobre entender o que vai acontecer no momento, como receber, como levar. Meu trabalho e minha pesquisa são muito sobre as pessoas. Sobre quem está de fora e sobre quem está comigo", conclui ela.
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