FOFOCALIZANDO

Caso Henry Borel: Decisão que perdoou Monique vira alvo de revolta no SBT

Reprodução, SBT e TV Globo

Montagem mostra a apresentadora Thayse Teixeira e Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Thayse Teixeira, do Fofocalizando, criticou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 8/6/2026 - 17h30

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O perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, causou comentários revoltados no Fofocalizando desta segunda-feira (8). As apresentadoras Gaby Cabrini e Thayse Teixeira criticaram o argumento de que houve discriminação de gênero contra a ex-servidora pública.

A ré foi inicialmente acusada de homicídio doloso. No entanto, os jurados entenderam que ela foi negligente, mas não teve a intenção de matar. Com isso, o crime foi convertido para homicídio culposo.

Ao justificar o perdão judicial, ato em que o juiz reconhece que houve um crime, mas decide não aplicar pena, a juíza Elizabeth Machado Louro, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), destacou que Monique não possuía antecedentes criminais e não tinha conduta social que gerasse avaliações negativas.

Segundo informações do jornal O Globo, a juíza ainda afirmou que a ela sofreu uma reação social "claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal".

Ao criticar a decisão, Thayse lembrou o depoimento de Monique, que alega ter sido dopada pelo então marido, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na noite do crime.

"Eu acho que essa juíza deve estar com a mesma 'dopação' que a mulher estava. Acho que deram a essa juíza a mesma coisa que a mãe do menino, a bandida, tomou. Essa mulher não está em si, não é normal. Ela pode ser a juíza ou o papa. Ela é injusta, ela está sendo desumana. O mundo dá voltas e quando ele dá, é sem pena. Essa mulher vai pagar o que está fazendo com o pai dessa criança e com todas as mães que sentiram a dor", declarou a apresentadora.

Já Gaby criticou a juíza por trazer à tona um debate de gênero nesse contexto. "A questão da juíza é que ela misturou muitos assuntos importantes de serem debatidos, como a perseguição em cima da mulher, a misoginia. Mas essa em particular, juíza, não era a questão a ser debatida nesse dia, não era o que deveria ser julgado. A questão da Monique é que ela falhou gravemente com a missão que Deus encarregou a ela: proteger o filho", avaliou.

Monique também foi condenada a um ano e quatro meses de detenção em regime aberto por omissão, devido à tortura contra a criança. A magistrada considerou que o período já foi cumprido. Ela foi presa preventivamente pela primeira vez em abril de 2021 e deixou a cadeia na última quinta-feira (4).

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro já anunciou que vai recorrer da decisão que desclassificou a acusação de homicídio doloso contra Monique. Já Souza Santos foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. A defesa também vai recorrer da sentença.


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