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ENTREVISTA EXCLUSIVA
LOURIVAL RIBEIRO/SBT

Carol Barcellos no ar pelo Balanço da Copa; apresentadora fica no SBT até domingo (19)
Dois anos após deixar a Globo, Carol Barcellos não se via na TV aberta tão cedo. No período até chegar ao SBT, a apresentadora fez projetos independentes, na CazéTV e até no canal Times Brasil. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, a jornalista revela o que a fez aceitar o projeto da Copa do Mundo na emissora e como se adaptou a uma cobertura que, apesar de conhecer bem, apresentou novos desafios.
A resposta não passou, nesse caso, por muito estudo nem por uma preparação robusta. Rosto do Balanço da Copa, Carol teve o dever de sustentar um programa quase que no susto.
"Não era meu plano voltar para a TV aberta... Fui pega de surpresa! Eu não tive muita preparação, porque a gente fechou muito em cima. Faltava o quê? Três semanas para a Copa? Então, foi tudo muito rápido. Normalmente, você começa a se preparar com muita antecedência para um evento assim. O meu foi tudo em cima da hora. Eu conheci as pessoas com quem eu ia trabalhar praticamente trabalhando", diz.
A negociação foi longa. O SBT apresentou o projeto Copa e namorou a jornalista nos bastidores. Ela, na verdade, tinha outros planos.
"Eu já tinha montado um projeto independente que eu ia fazer na Copa. Já tinha um planejamento do que eu queria fazer. Eu fiz uma cobertura do Mundial de Clubes que foi independente, mas foi bancada por uma empresa. E, nessa, eu queria fazer uma coisa com o meu olhar, para experimentar, porque eu acho que estou nessa fase também, de experimentar, de fazer outras coisas", afirma.
O que fez Carol Barcellos mudar os planos foi uma palavra que só existe na língua portuguesa: a saudade. Mesmo que em outra casa, ela resolveu retomar sua antiga vocação.
"Eu estava com saudade do que é isso aqui: câmera, corta câmera, ao vivo, de pensar programa e tal. E eu fiquei na dúvida porque eu lembro também da intensidade que é uma cobertura, de muito tempo longe de casa. A gente não se acostuma, né?", entrega.
"Eu vivo assim há 20 anos, a minha filha está com 14; então, para mim, hoje tem um peso diferente estar longe de casa, ficar muito tempo fora da rotina dela, da minha rotina também. Mas falei: 'Eu estava com saudade de TV'. Cresci fazendo isso, né?", analisa.
Como outros profissionais que passaram muitos anos na mesma empresa, Carol Barcellos teve que olhar profundamente para si mesma para entender o que vinha por aí. Com 20 anos de Globo no currículo, ficou mais fácil. Mas, ainda assim, foi um novo desafio.
Eu já tinha explorado muita coisa ali dentro [da Globo], tinha experimentado todos os jornais, reportagens, apresentações, Copa, Olimpíada... Foi incrível, porque eu aprendi e construí minha carreira toda ali dentro. Mas eu estava com vontade de aprender mesmo, de ter outras experiências profissionais.
"Acho que eu ainda estou com essa disposição, sabe? Porque precisa ter disposição para aprender de novo, para se colocar nessa posição de novo. Vinte anos no mesmo lugar é muito confortável, né? Ao mesmo tempo, óbvio que você considera também. Vinte anos é uma conquista, então não é tão fácil assim decidir", complementa.
Sobre o que pesou para que ela decidisse sair da líder de audiência depois de tanto tempo, ela define que foi justamente a gana de ter novos horizontes. "Foi vontade de experimentar mesmo, de fazer outras coisas, de aprender. Eu achei que estava na hora", diz.
No SBT, Carol entendeu um novo jeito de fazer televisão. O que ela mais sentiu na troca de emissoras foi a compreensão da programação e de como tudo afetaria o Balanço da Copa.
"Acho que é entender a grade, né? Conhecer a grade, saber de quem a gente está pegando público, entender de onde esse público veio. Então, hoje faz sentido a gente abrir assim, amanhã faz sentido a gente ir por outro caminho. Sem dúvida", afirma.
Além da programação nova, uma equipe totalmente diferente também pode ser um bom inventivo:
Como a gente ainda não se conhecia, a gente se conheceu fazendo. Eles me conhecem do que viam na televisão, e eu não os conhecia. Isso é muito bom, porque você fica mais atento. Eu fico vendo, porque eles conhecem o canal muito bem, muito melhor do que eu. Isso faz muita diferença. Posso ter trabalhado muitos anos, mas conhecer o canal são eles que conhecem. Então eu fico mais atenta, ouvindo: 'Não, isso aqui funciona, isso aqui não funciona, vamos por aqui, isso aqui é legal'.
Apesar de criar entrosamento em pouco tempo para um projeto de tiro curto, Carol entende que a equipe conseguiu criar uma cara para o Balanço da Copa.
"Eu acho que o formato do programa é um formato que eu nunca tinha feito. A gente mistura um pouco de mesa-redonda, que é algo que eu não fazia lá. Eu nunca tive essa experiência. Acho que traz um pouquinho de entretenimento, que para mim é legal, porque eu consigo vivenciar esse lugar também, já que eu não tinha essa experiência", ressalta.
"Acho que isso solta um pouco mais. Isso tem sido interessante, mas, para mim, também é muito legal ter aquela coisa de que a informação é relevante. Tem a hora em que a gente precisa saber o que vai dar, que é um lugar em que eu fico muito confortável", diz.
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