COLUNA DUH SECCO

Caldeirão abraça memória da TV e evidencia o vazio deixado pelo Vídeo Show

Reprodução/TV Globo

Homem branco, de cabelos e cavanhaque grisalhos, usando camisa branca e blazer vinho ao lado de homem branco, com cabelos e barba grisalhos, usando casaco branco e mulher branca, de cabelos loiros e curtos, usando macacão vinho.

Edson Celulari, Marcos Mion e Giulia Gam no Caldeirão; atração revisita quadros do Vídeo Show

DUH SECCO, colunista

duh@noticiasdatv.com

Publicado em 25/8/2026 - 8h00

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No sábado (22), o Caldeirão com Mion recebeu Edson Celulari e Giulia Gam no quadro TV Teca, game show dedicado à história da Globo, em que relembraram papéis marcantes em conjunto. Na semana anterior, Marcos Mion já havia recebido atores de Coração Acelerado e Por Você para reverem suas primeiras aparições no ecrã. O formato deixa a atração cada vez mais parecida com o Vídeo Show (1983-2019).

Desde que a emissora extinguiu a atração dedicado aos bastidores e à memória da televisão, várias foram as tentativas de reeditar esse conteúdo em outros projetos. O Mais Você, por exemplo, chegou a apresentar erros de gravação, como os do Falha Nossa. O Fantástico, além de entrevistas com nomes do meio artístico, produziu um breve documentário sobre a implantação do remake de Vale Tudo (2025). Nenhuma das ações foi tão assertiva, até agora, quanto às do Caldeirão.

O TV Teca foi a primeira investida nessa aproximação com o Vídeo Show. Guardadas as devidas proporções, o quadro remete ao Vídeo Game (2001-2011), conduzido por Angélica. Já o papo com Celulari e Giulia se assemelha aos do Meu Vídeo é um Show, uma das últimas criações afinadas como o formato original do programa --antes dele ser desfigurado pelas tentativas de enfrentar o Hora da Venenosa na audiência.

O Vídeo Show deixou um buraco que a Globo precisa fechar. Por mais que ações sobre o que acontece atrás das câmeras sejam recorrentes nas redes sociais, a emissora precisa de uma vitrine, na TV aberta, para expor tudo o que já fez de grandioso e tudo o que é capaz de fazer. Investidas isoladas não funcionam como um espaço exclusivamente dedicado a isso. O Caldeirão parece disposto a preencher tal lacuna. Até o momento, está conseguindo.

Por Você levanta audiência das sete

Por Você estreou bem em todo o Brasil. No Rio de Janeiro, onde a trama é ambientada, foram 24 pontos e 38% de participação no número de televisores ligados (share) --um acréscimo de 4 pontos (20%) em relação à primeira semana da antecessora Coração Acelerado. Os índices também cresceram em Salvador (12%), Porto Alegre (14%) e Curitiba (15%).

O bom desempenho elevou a média nacional em 1 ponto (7%) no mesmo comparativo. A novela de Dino Cantelli e Juliana Peres registrou 20 pontos e 36% de participação no Painel Nacional de Televisão (PNT). Os números estão arredondados.

Em alta

Quitéria Kelly, enfim, teve a sua chance de brilhar em A Nobreza do Amor. Ótimas as cenas em que Maria Helena, personagem dela, decide abandonar o marido abusivo, Fortunato (César Ferrario), para viver ao lado de um amor do passado, Murilo (Breno da Matta).

Em baixa

Por outro lado, A Nobreza do Amor continua negligenciando vários talentos. Ítalo Martins (Januário) mal aparece. Colegas de núcleo do ator, Zezé Motta (Dona Menina) e Levi Asaf (Vitalino) também foram esquecidos. O mesmo vale para Rita Batista (Ladisa) e André Luiz Miranda (Akin) --a resistência de Batanga, aliás, sumiu.


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