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'Cadê o áudio?': Bocardi rebate acusação de extorsão e diz ser alvo de bandidagem

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

homem branco veste camisa polo azul e aponta o dedo para a câmera; ele está em uma redação jornalística

Rodrigo Bocardi na redação do Boca TV em vídeo do Instagram; jornalista é acusado de extorsão

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 10/9/2026 - 18h26

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Rodrigo Bocardi rebateu a acusação de extorsão feita por um ex-secretário de Embu das Artes (SP) e questionou a existência de prova que sustente a denúncia. Em conversa exclusiva ao Notícias da TV, o jornalista classificou a situação como "bandidagem" e afirmou que há uma tentativa de destruir sua imagem.

"Cadê o áudio que tem aqui dizendo que eu tava extorquindo? Olha o tamanho da irresponsabilidade que fazem. Você está construindo um negócio aqui e vem gente querendo te destruir. E olha o nível do negócio, cara. Bandidagem", disse.

Bocardi também negou que tenha condicionado a publicação de denúncias ao pagamento de prefeituras. Segundo ele, mesmo quando uma administração não paga, o conteúdo enviado pela população é publicado.

"Se a prefeitura não pagar, nós vamos publicar o vídeo do mesmo jeito com a nota da prefeitura. Normal, normal. A diferença é que aqui não é uma televisão onde você vai lá e cobra o break [intervalo, em inglês]. Aqui não tem o break", se defendeu.

O jornalista ainda afirmou que nunca ofereceu a retirada de uma denúncia em troca de dinheiro:

Eu nunca pedi para o cara. Eu falei: 'Você não precisa pagar, o seu vídeo vai ser publicado de qualquer jeito, você não tem obrigação'. Eu não tô prometendo para o cara: 'Me paga que eu não vou publicar o seu vídeo'. Isso não existe em lugar nenhum.

Para Bocardi, a acusação partiu de pessoas que não aceitam as críticas feitas pelo BocaTV. "Isso é gente que não aceita crítica na sua prefeitura querendo me destruir. Na verdade, esse cara quer lacrar em cima de mim", ressaltou.

O apresentador também fez questão de contestar a relação entre a denúncia e o SBT. "Não tem nada a ver com SBT isso aí. Zero. Cadê o vídeo que caiu como uma bomba no SBT? Isso é mentira. Não existe vídeo lá, não existe vídeo aqui disso. Tem um áudio que esse bandido me gravou aqui ilegalmente, e no áudio não tem nada demais", argumentou.

Procurado pelo Notícias da TV, o SBT informou que "tomou conhecimento da denúncia pelas redes sociais e acompanha o caso para avaliar eventuais medidas".

Prefeitura Parceira

Ao explicar a relação do BocaTV com as administrações municipais, alvo da denúncia de suposta extorsão, Bocardi detalhou o funcionamento do projeto Prefeitura Parceira. Segundo ele, a iniciativa estabelece um contato prévio com as prefeituras diante de denúncias enviadas pela população.

"O que é Prefeitura Parceira? Todos os vídeos que nós recebemos e decidimos publicar, todos os vídeos, a gente vai e entra em contato com a prefeitura. Recebemos uma denúncia da dona Maria que tem um buraco na rua. A prefeitura tem um prazo de três, quatro horas para responder. A prefeitura responde, a gente publica o vídeo com a resposta da prefeitura. Se a prefeitura não responder em cinco horas, a gente bota: estamos aguardando o posicionamento da prefeitura", explicou.

Bocardi afirmou que o modelo dialoga com a estrutura de comunicação das administrações públicas. "Levando em consideração que as prefeituras são muito atingidas com relação a isso, têm agência de comunicação licitada, têm verba de comunicação onde elas colocam em todos os veículos que elas bem entendem, por estratégia delas, na Globo, no SBT, no Notícias TV, no Leo Dias, onde você quiser que seja", disse.

"As prefeituras têm isso, existem as Secoms [Secretarias de Comunicação] em todas as prefeituras, isso tudo auditado pelo Tribunal de Contas", complementou.

Vale lembrar que em fevereiro do ano passado, o publisher Daniel Castro havia revelado que Bocardi foi demitido por justa causa da Globo por atitudes similares. Ele foi acusado internamente de cobrar de empresas de ônibus, coleta de lixo e de obras públicas para não criticá-las no ar. Na ocasião, ele negou tudo e afirmou ter sido "vítima de uma tremenda injustiça".

A principal regra, segundo o jornalista, é que a denúncia não deixa de ser publicada caso a prefeitura não resolva o problema. "Tem uma premissa nossa que a gente não abre mão: a gente vai publicar o vídeo que a pessoa enviar de qualquer jeito. De qualquer jeito."

No caso das prefeituras parceiras, a administração recebe alguns dias para solucionar a questão. Se houver uma resposta, a BocaTV publica o problema e a solução apresentada.

"Ela grava isso e manda para a gente. Nós publicamos as duas coisas juntas, o problema e a solução. Entendemos que assim a gente tá atendendo a população, tá mostrando que a prefeitura tá agindo e o veículo tendo a sua função", defendeu.

Se o problema não for solucionado, o vídeo também será publicado, de acordo com Bocardi. "A gente vai publicar de qualquer jeito. A diferença é que, se a prefeitura é parceira, eu dou uma chance para ela resolver o problema. Eu dou dois, três dias para ela resolver o problema. Se ela não resolver, sendo parceiro ou não, o vídeo será publicado."

Ele explicou ainda que as administrações podem utilizar o espaço para conteúdo institucional quando não houver denúncias a serem exibidas.

"Se a prefeitura não recebeu, não teve nenhum vídeo, ninguém reclamou dela, ela pode usar o espaço como institucional dela, como ela usa em qualquer veículo de comunicação. Ela vai lá e usa como qualquer veículo de comunicação, usa o seu espaço como Boca Publi, como a gente já fez várias vezes", afirmou.

"Esse é o ponto. É assim que funciona o Boca TV. Valor de mercado pago por PI [pedido de inserção] de agência de publicidade, tudo regulamentado", arrematou.


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