PROFISSÃO REPÓRTER
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Caco Barcellos no Profissão Repórter, da Globo; programa voltará a ser quadro do Fantástico em 2026
Contratado da Globo desde 1982, Caco Barcellos não vai deixar a televisão tão cedo. Uma notícia compartilhada no X nesta segunda-feira (20) apontou que o jornalista teria pedido demissão por causa de problemas de saúde. A emissora, porém, nega sua saída e afirma que ele seguirá à frente do Profissão Repórter --que em 2026 voltará a ser um quadro do Fantástico.
Segundo o post da rede social, Caco teria sofrido uma delicada cirurgia na coluna, não estaria mais conseguindo se movimentar direito e não voltaria mais à atração jornalística. Os capítulos inéditos já teriam sido gravados.
A Comunicação da Globo refutou as informações em nota ao Notícias da TV na noite desta segunda. "Não procede. Caco está na Globo, à frente do Profissão Repórter. Inclusive, o episódio que vai ao ar na semana que vem não foi nem gravado ainda --será, naturalmente", informou a assessoria.
A equipe da emissora ainda ressaltou que o Profissão Repórter passará por transformações importantes para a programação do ano que vem, como havia sido noticiado na semana passada.
"Em 2026, o Profissão Repórter volta com novidades. Em função da grade de programação, que vai trazer a transmissão e a cobertura da Copa do Mundo, as eleições presidenciais e os realities, que vão ao ar de janeiro a outubro e sempre após a novela das nove, o programa retorna com uma temporada especial mais curta e também dará nome a dois quadros do Fantástico, que vão estrear ao longo de 2026."
Caco Barcellos entrou na Globo em 1982, após cobrir uma passeata dos metalúrgicos da Grande São Paulo, com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva. "A passeata acabou em pancadaria da polícia contra os metalúrgicos, da polícia contra a imprensa e dos metalúrgicos contra a imprensa", lembrou ele em depoimento ao Memória Globo.
Começou na equipe do Globo Repórter, depois virou repórter especial da emissora em São Paulo, conciliando matérias do dia a dia com as grandes investigações pelas quais se tornaria conhecido e premiado. Entre elas, a das agressões cometidas por policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) a meninos de Heliópolis na favela e até dentro da delegacia.
Barcellos também participou de uma série de reportagens que denunciou a corrupção no Tribunal de São Paulo. Na ocasião, o juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, havia sido acusado de desviar US$ 200 milhões dos cofres públicos para sua conta. Com a ajuda de um carpinteiro, Caco entrou no apartamento do juiz em Miami (EUA) e mostrou o luxo em que ele vivia.
Entre 1997 e 2001, o jornalista colaborou com o programa Espaço Aberto, da GloboNews. No ano seguinte, assumiu o posto de correspondente internacional em Londres e, em seguida, foi transferido para Paris. Nesse período, cobriu o atentado terrorista em Madri, em 2003, e a morte do papa João Paulo 2º (1920-2005).
Ele voltou para o Brasil em agosto de 2005, como repórter especial da Redação de São Paulo. Em 2006, estreou o Profissão Repórter, no qual ele e uma equipe de jornalistas recém-formados passaram a revelar os bastidores da notícia, mostrando ao telespectador como uma reportagem é produzida.
Concebido, dirigido e apresentado por Caco Barcellos, o Profissão Repórter estreou como um especial do Globo Repórter e, em seguida, como quadro do Fantástico. Em junho de 2008, ganhou seu lugar fixo na grade da Globo.
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