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Reality show

'BBB dos Jornalistas' tem bronca no varal, cueca na piscina e 'panela gay'

Fotos João Miguel Jr./TV Globo

Cercados por mascarados, jornalistas dançam na pista montada casa de Big Brother Brasil - Fotos João Miguel Jr./TV Globo

Cercados por mascarados, jornalistas dançam na pista montada casa de Big Brother Brasil

DANIEL CASTRO

Publicado em 15/1/2016 - 7h57

Pelo segundo ano consecutivo, participei de uma ação da Globo para divulgar Big Brother Brasil em que jornalistas são confinados na "casa mais vigiada do país". Sou portanto, um ex-BBB reincidente sem nunca ter participado de fato do programa. No ano passado, ficamos apenas uma hora e meia na casa-confinamento. Na noite de ontem (14), a experiência foi maior.  Permanecemos mais de três horas na sede do reality show. Protagonizamos a primeira festa de BBB 16, a "BBB Press Party". E também a primeira bronca.

No "BBB dos Jornalistas", faltou uma novidade de impacto. Os repórteres foram recebidos por pelo apresentador Pedro Bial e pelo diretor-geral do programa, Rodrigo Dourado. Saíram reclamando da falta de notícias sobre o reality show. Mas se divertiram, e muito.

Pedro Bial apresenta a casa-confinamento de Big Brother Brasil 16 para os jornalistas

Bial e Dourado apresentaram a casa, decorada com motivos industriais, e falaram durante mais de 50 minutos. Mas saíram ilesos dos assuntos que os jornalistas mais queriam saber: Como será  a dinâmica do jogo? Quantos participantes terá a edição? Doze, quatorze ou dezesseis? Vai ter formação de grupos de acordo com o perfil etário, já que nesta edição os participantes vão de 19 a 63 anos? Respostas só na semana que vem _ou nas próximas.

Bial já foi logo mostrando aos 15 jornalistas (seriam 16, mas um ficou preso no trânsito do Rio de Janeiro) a primeira mudança na casa. Tiraram um poste que ficava bem no meio do quintal do confinamento, ao lado da piscina. A cabine do Big Fone também sumiu. Dentro da casa, o apresentador explica "o conceito da decoração". "É como se aqui tivesse sido uma fábrica". Chama a atenção para o confessionário, decorado com sucata industrial, relógio de marcar ponto, tubos, placas de metais. "O confessionário é a casa de máquinas dessa fábrica", sintetiza Dourado. Nesse cenário, os "brothers" and "sisters" serão despertados de manhã com sirenes de fábrica.

Big fone secreto

Na cozinha, a mesa volta a ser redonda, para "obrigar todo mundo a ficar se olhando o tempo todo". No quarto, os repórteres querem saber por que o ar condicionado é tão frio. Porque sim, é o que escutam. Um outro ouve vozes atrás dos espelhos em que ficam os cinegrafistas. "Rapaz, todo mundo que vem para esse quarto diz que ouve essas vozes. É que muita gente já passou por aqui", despista Dourado, irônico, dando um ar sobrenatural a algo tão simples.

Antes de entrar na casa, uma pose para o fotógrafo

Jornalistas, Bial e diretor vão para a sala, onde começa uma entrevista. Eles falam que buscaram "histórias de vida" ao montar o elenco de BBB 16. E que os participantes desta edição mostram a evolução moral e dos costumes nos últimos 15 anos. "A vovó de hoje não é mais a vovó", diz Bial, referindo-se à "moderna" Harumi, de 63 anos.

Dourado recebe uma ligação de J.B. Oliveira, o Boninho, ex-diretor de BBB, hoje no comando superior de vários programas. Diz para Bial que era uma notícia boa, mas os repórteres não conseguem captar mais do que isso. Ele, então, solta uma frase de efeito forte _que jornalista adora.  "Big Brother é uma dramaturgia às avessas", diz, sobre as narrativas que se controem no reality. "A gente vai atrás dos scripts [roteiros] deles", completa Bial. Um coleguinha suspira: "Ufa já tenho um título".

Press Party

Bial e Dourado vão embora. "Um beijo, Bial', brinca um repórter na despedida, imitando participantes. Os jornalistas, ainda sem saberem que vão participar de uma festa, começam a se sentir BBBs. "A gente esquece das câmeras, esquece de encolher a barriga", confessa um deles. Pelos alto-falantes, o diretor Dourado convoca os repórteres a irem até a despensa. Lá, encontram uma arara de figurinos para se produzirem para a festa. Um deles veste uma longa capa vermelha e põe penas azul e outra rosa na cabeça, "Sou o Bat-Gay", se apresenta.

Começa festa. "Cadê o André Marques", pergunta um repórter ao sair da casa para o quintal, até então fechado para os jornalistas. Não, André Marques não apareceu. O Escondido, quem toca é o DJ Túlio, "residente" das festas de BBB. A música é dançante. A comida, deliciosa, é árabe. Mas o que faz sucesso mesmo é o espumante. Acaba rapidinho. Um cooler cheio de latas de cerveja da "marca" BBB passa a ser atacado sistematicamente.

Jornalistas receberam roupas para se produzirem

Mais soltos, os repórteres começam a emular BBBs. De bloquinho na mão, fazendo anotações, um deles observa que começa a se formar uma panelinha gay. Os héteros reclamam que falta mulher na festa, afinal só três dos 15 jornalistas são mulheres. Um jornalista da Caras vira sofre bullying por causa da capa da revista desta semana, que colocou Ticiana Villas Boas na festa do Globo de Ouro, onde a apresentadora nunca esteve.

Piscina irresistível

Dentro da casa, um repórter se espanta com a falta de camas (são sete de solteiro e duas de casal) e da qualidade dos colchões. "O colchão é de espuma. Puxado!", sentencia. Como nas festas do programa, figurantes mascarados invadem a pista de dança, tentando animar os jornalistas.

Tomo coragem e decido entrar na piscina (de sunga), debaixo de chuva. Logo um repórter, ainda mais corajoso, fica só de cuecas e se joga na água. Outros dois jornalistas fazem o mesmo. Só de cuecas. 

Quem nunca quis mergulhar na piscina do BBB?

Um repórter descobre uma escada ao lado da lavanderia que dá para um mezanino. É onde os brothers estendem as roupas. O jornalista percebe que o local é um ponto cego, não há câmeras. O volume do som da festa de repente cai. "Senhores, a área do varal não é permitida a não ser para estender roupa", avisa o diretor pelo sistema de som. Pronto, tomamos a primeira bronca do pré-BBB 16 (sim, eu era um dos invasores do mezanino).

De volta à área interna da casa, um jornalista está aflito com o horário. "Vou para o show da Anitta", justifica. Alguns repórteres, animados, brincam no confessionário. "Gente, parem de fazer baladinha no confessionário", pede um deles, do lado de fora.

A presença de câmeras nos minúsculos cômodos em que ficam as privadas intriga um coleguinha atento. "Será que a Globo tem um arquivo com todos os cocôs da Grazi [Massafera, participante de BBB 5]? Como isso nunca vazou?", questiona.

A festa se aproxima do fim. Os repórteres, então, decidem brincar de paredão. Inicia-se uma votação aberta. Alguns votos têm justificativas originais, outros repetem os clichês dos participantes, como a manjada falta de afinidade. O primeiro indicado ao paredão, no entanto, já nem estava na casa. Sem conseguir se enturmar, abandonou o confinamento na metade da festa, depois de muitas anotações. Por isso mesmo, recebeu sete votos.


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