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EM DOCUMENTÁRIO
REPRODUÇÃO/RECORD NEWS

O documentário Dhaka Vibra mostra paixão dos bengaleses pela Seleção Brasileira
Para a maioria dos brasileiros, parece uma traição torcer pela Argentina nesta reta final da Copa do Mundo. Mas em Bangladesh, país no sul da Ásia sem muita tradição no futebol, virar a casaca é algo cultural. Os bengaleses têm uma profunda admiração tanto pela Seleção Brasileira quanto pelo time dos hermanos.
A paixão dos bengaleses pela Seleção Brasileira, um fato que pegou o país durante a Copa deste ano, é o ponto de partida do documentário Dhaka Vibra, que estreia nesta terça-feira (13), na Record News, às 23h, com reapresentação no sábado (18), às 15h30, e no domingo (19), às 20h30.
A produção revela as histórias, os personagens e os laços afetivos que unem Bangladesh de maneira inusitada ao futebol nacional e também ao argentino.
O cineasta Rafael Bergamaschi participou do programa Link News desta terça-feira para falar sobre o trabalho. No bate-papo, ele revelou detalhes deste curioso embate latino-americano em um terreno bem distante, na Ásia.
Após perceber essa cultura futebolística em Bangladesh, ele se interessou pelo tema, por ser não ser um assunto muito conhecido do grande público. "Pouco se sabe, mas Bangladesh é apaixonado por futebol. Eles não têm a tradição de serem bons no esporte, mas há dois nomes: Pelé [1940-2022] e Maradona [1960-2020]. Eles são idolatrados lá, os alunos aprendem sobre o Pelé desde os livros escolares", conta.
Segundo o cineasta, os craques, que muitas vezes rendem inúmeros duelos imaginários pelo título de melhor do mundo, são exemplos de superação para a população, pois superaram a pobreza com o sucesso profissional.
Decidido a retratar esse fenômeno, durante a Copa do Mundo de 2022, Bergamaschi passou 45 dias em Bangladesh para a produção do filme. "É um grande festival e é uma experiência específica: a forma como eles torcem, como hasteiam bandeiras em prédios espalhados pelo país inteiro... Eles se pintam com as cores do Brasil e da Argentina", constatou.
Sobre a origem da paixão bengalesa por dois times estrangeiros, o cineasta explicou que, somado ao interesse pelo esporte, os cidadãos tiveram acesso à televisão em cores nos anos de 1980, o que aumentou os ânimos para as Copas daquela década e segue como tradição até os dias de hoje.
"A partir daí, se torna algo geracional. É um pouco como os nossos times aqui no Brasil. Da mesma forma que acompanhamos times, as seleções são acompanhadas lá", afirmou o diretor.
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