A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
RONNIE LESSA
REPRODUÇÃO/RECORD

A jornalista Thais Furlan durante entrevista com Ronnie Lessa, assassino de Marielle Franco
O ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (1979-2018) e do motorista Anderson Gomes, aceitou falar sobre o crime diante das câmeras. Em entrevista à Record, ele revelou que receberia R$ 25 milhões pela morte da política.
As declarações de Lessa serão exibidas nesta quinta-feira (27), durante o último episódio da terceira temporada do Doc Investigação, apresentado pela jornalista Thais Furlan.
Além de Lessa, o ex-policial militar Élcio Queiroz também foi condenado pelo assassinato de Marielle. No início deste mês, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou de 78 para 81 anos a pena de Lessa, enquanto a de Queiroz passou de 59 para 76 anos.
Durante a entrevista à Record, Lessa foi questionado sobre sua aproximação com o crime. "Em que momento você passa para o lado de lá? Em que momento começa a trabalhar para o crime?", perguntou Thais.
"O que o Domingos [Brazão] me passou foi o seguinte: 'Ela não vai deixar a gente botar o condomínio lá. Então, ela tem que sair do caminho'. Só que agora, agora eu vou dizer: R$ 25 milhões que era a minha parte, para dividir para quatro. Eu balancei. Aí eu tremi", respondeu Lessa.
Domingos Brazão, agora ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, é acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle. A ordem para matar teria sido motivada pelo envolvimento dele e do irmão, Chiquinho Brazão, com a grilagem de terras.
Segundo o jornal O Globo, os dois estariam interessados em regularizar um condomínio no bairro de Jacarepaguá, enquanto Marielle e o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) lideravam ações contra a regularização de loteamentos irregulares.
"Eu estava cego, estava entorpecido. Eu estava sob uma overdose de ganância, overdose de ambição. Dinheiro", continuou Lessa.
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