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PASSAGEM DE BASTÃO

As três lições que William Bonner deixou para César Tralli no Jornal Nacional

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

William Bonner tem expressão séria na bancada do Jornal Nacional

William Bonner fez um discurso emocionante ao preparar César Tralli para o Jornal Nacional

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 31/10/2025 - 22h38

Na edição do Jornal Nacional desta sexta-feira (31), William Bonner passou o bastão para César Tralli, mas antes de oficializar o colega como novo âncora da bancada mais importante do país, fez questão de deixar três lições para o jornalista --que ele afirmou serem válidas para todo mundo que trabalha no programa noticioso mais assistido da Globo.

"Eu tive em minha companhia grandes profissionais, e eu também tive lá meu aprendizado muito profundo ao longo desses anos todos de Jornal Nacional, são 29 anos de Jornal Nacional", começou Bonner na conversa com Tralli e com Renata Vasconcellos durante a transição.

"O primeiro deles é: o Jornal Nacional tira de quem integra essa equipe o simples direito de ser ingênuo. Nós não podemos ser ingênuos nunca, porque nós temos a confiança de um país de que vamos fazer um trabalho de depuração daquilo que é certo, daquilo que não é certo, do que é verdadeiro e do que não é. Então, ingenuidade é proibida para quem aqui trabalha", disse.

"A outra coisa é, nós temos que estar sempre vacinados contra qualquer tipo de paixão de natureza ideológica, para que lado for. Mesmo num ambiente de altíssima polarização, um país e um mundo hoje conflagrado com ideias que se chocam de maneira a um lado achar que o outro lado é inimigo", apontou o agora ex-âncora e ex-editor-chefe do JN.

Em nenhum momento, Bonner citou a questão política dos embates entre esquerda e direita ou entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, embora isso estivesse nas entrelinhas. "Mesmo nesse ambiente terrível, a gente não pode se contaminar, a gente não pode perder o foco dos fatos e da verdade."

"E por fim, vale para todos nós, nunca mais na sua vida você passará despercebido neste país, onde quer que você esteja", falou o veterano, que quebrou o tom sisudo e abriu um sorriso. "Bem-vindo ao JN. Muito obrigado pela sua presença. Parabéns pela sua chegada. Obrigado seu talento."

Bem-humorado, Bonner ainda brincou que, apesar de admitir seu nervosismo com uma edição tão marcante da história do Jornal Nacional, estava segurando a emoção. "Eu não vou chorar. Porque, como sabemos, eu não choro. Eu sou uma pessoa extremamente fria (risos)".

Renata Vasconcellos também fez questão de falar sobre a importância do Jornal Nacional na sua vida --curiosamente, há exatos 11 anos ela recebia o bastão da atração de Patricia Poeta. "Estar na bancada do Jornal Nacional é abraçar a missão de informar o Brasil com jornalismo profissional, com isenção, com correção, com agilidade, mas com emoção também", apontou.

"Eu acho que é honrar essa bancada aqui, que tem mais de 50 anos, com todas as equipes que fizeram e fazem esse trabalho, e também a quem está nos assistindo, a audiência do Jornal Nacional, o telespectador, cada brasileiro que assiste todos os dias a esse jornal", continuou ela. "Então é uma missão muito bonita, uma missão muito honrosa, não só da gente aqui, claro, tem uma grande equipe por trás que nos ajuda a fazer todos os dias."

"Do ponto de vista pessoal, claro, há entrega, há sacrifícios, mas há também parcerias, há autoconhecimento, porque no trabalho também, com todas as dificuldades e as experiências, a gente aprende a se conhecer melhor. E eu acho que tem o afeto, e tem a ajuda da família. A família é muito importante. Eu acho que esse apoio das nossas famílias é muito importante", valorizou.

"E o carinho das pessoas na rua também, né? Quando a gente tem a oportunidade de sair, não só para fazer uma ancoragem, uma reportagem especial, mas também no nosso dia a dia, quando a gente vai na padaria, no supermercado. A gente vê esse calor humano, essa gratidão, essa troca, é uma energia que eu vou dizer para vocês: é maravilhoso e faz a gente querer estar todos os dias aqui para honrar você", finalizou a jornalista.


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