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ENTREVISTA EXCLUSIVA

Aposta da Band, Pâmela Lucciola busca estabilidade em 2026 após ano intenso

REPRODUÇÃO/BAND

Com blusa de alcinha amarela, Pâmela Lucciola fala ao microfone no cenário do Melhor da Noite

Pâmela Lucciola no Melhor da Noite, da Band; apresentadora busca conexão com público nacional

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 28/12/2025 - 16h00

Pâmela Lucciola ainda nem encerrou 2025, mas já sabe que foi um ano intenso e de transição para sua carreira. Após mais de uma década bem-sucedida na TV da Bahia, ela foi convocada para substituir Glenda Koslowzki no Melhor da Noite, depois assumiu o Melhor da Tarde no lugar de Catia Fonseca, capitaneou a transição do formato vespertino com a chegada de Leo Dias e, desde outubro, voltou ao comando do programa noturno da Band, agora ao lado de Felipeh Campos. "O meu pedido para 2026 é que seja um ano com um pouco mais de estabilidade", brinca a apresentadora.

Não que a baiana rejeite as mudanças profissionais. Pelo contrário, ela as abraça. "As pessoas, às vezes, me falam: 'Ai, mas você fez tanta coisa esse ano'. E eu noto um certo pesar na voz delas, como se fosse algo ruim. Mas eu enxergo como uma coisa muito positiva, porque eu vim para São Paulo exatamente para isso, para experimentar coisas novas, para me desafiar", valoriza Pâmela em conversa exclusiva com o Notícias da TV.

"Eu estou em um processo de construção de minha carreira, né? Apesar de estar prestes a completar 15 anos de profissão, quando você passa para a TV nacional, o desafio é outro, é muito maior. Então, quanto mais eu puder experimentar outros lugares, outros programas, melhor. Sempre encarei como oportunidades de poder trabalhar mais. Se eu quero que o Brasil inteiro me conheça, furar essa bolha, eu preciso me apresentar para ele!", aponta.

"Para mim, todas as experiências que eu tive esse ano foram muito válidas. Claro, foram projetos muito legais, o que ajudou. Mas eu não faria nada diferente, eu me jogaria de cabeça de novo. Até quando mudou o formato do Melhor da Tarde e passou para celebridades, com a chegada do Leo... Era algo que eu nunca tinha feito, mas fui, me joguei, entendi o que eu gostava e o que não gostava de fazer, então foi válido também. Mas agora deu, já acabou, fechamos esse ano, em 2026 quero estabilidade para poder trabalhar (risos)."

Antes de encerrar 2025, Pâmela tem um último desafio: ela vai comandar o Réveillon da Band, diretamente de Salvador. "Eu vou trabalhar na virada, mas vou trabalhar feliz (risos). Voltar para a Bahia é meu kit de sobrevivência, posso pegar um sol, recuperar minha energia. E ainda fazer o que eu amo, que é apresentar, que é o meu trabalho!", valoriza a comunicadora.

Ela admite que ainda está se adaptando ao ritmo de São Paulo depois de uma vida inteira na capital baiana. "De fato, são cidades muito diferentes, e eu fui sentindo essas mudanças ao longo do que fui vivendo aqui. Eu já estava vindo algumas vezes, para substituir a Glenda [Kozlowski], para as férias da Catia, mas vir para ficar foi outro desafio. Está sendo um aprendizado, porque a rotina é diferente, o que também me muda de várias formas", ela ressalta.

Mesmo após se mudar de mala e cuia para a maior cidade do país, Pâmela não larga mão de suas raízes. No Instagram, ela se apresenta com a frase "antes de tudo, baiana". E agradece por não ter precisado neutralizar sua prosódia quando migrou da afiliada local para a rede nacional. "Eu não abro mão do meu sotaque! Quando percebo que minha fala está indo para um lugar mais paulista, largo logo um 'oxe', um 'oxente', só para marcar território (risos)."

"Eu acho que ser baiana é um traço muito forte de quem eu sou. O ambiente em que a gente vive e o lugar em que a gente nasce e cresce moldam a personalidade. Molda quem a gente é, o que gosta de fazer. Sem querer ser clichê, mas já sendo, a Bahia me deu régua e compasso. E eu entendo que a apresentadora não é atriz, você coloca a sua assinatura ali", ela justifica.

"Diante disso, eu nunca tive nenhuma restrição da Band, nada de 'vamos diminuir seu sotaque, não fale dessa forma'. Pelo contrário, sempre me deram a liberdade de mostrar de onde eu era. Acho que ajuda o público a se conectar também, porque eu estar no ar é um grande diferencial. A maior parte dos apresentadores é do eixo Rio-São Paulo, é do Sudeste", valoriza Pâmela.

A jornalista ainda ressalta que o fato de estar na TV para todo o Brasil traz uma carga que ela não menospreza. "É uma responsa também, eu sei o que eu represento na Bahia, no Nordeste. As pessoas me veem e pensam: 'Ela chegou lá, é possível furar essa bolha'. Então, eu não tenho que neutralizar sotaque, tenho que bater no peito e falar: 'Sou da Bahia, e com muito orgulho!'", crava.


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